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A Covid-19 não acabou, é preciso manter medidas de prevenção, diz Opas BR

Um funcionário de uma loja de conveniência, vestindo uniforme vermelho e branco e máscara facial, está atrás de uma barreira de plástico transparente no balcão, na cidade de Muntinlupa, Filipinas.
OIT/Minette Rimando Nas Filipinas, loja de conveniência exige que os funcionários usem máscara, observem a distância física e usem uma barreira de plástico como medida de segurança para evitar a disseminação do Covid-19

A Covid-19 não acabou, é preciso manter medidas de prevenção, diz Opas

Saúde

Vice-diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde, Jarbas Barbosa, afirma que mundo segue lutando contra a pandemia e enfrenta ritmo lento da vacinação na maioria dos países; ele citou os desafios para as Américas de receber insumos especialmente após a crise ter se agravado na Índia, um dos maiores produtores dos imunizantes.

A crise da Covid-19 na Índia tem dificultado o combate à pandemia em países da América Latina e do Caribe beneficiados pela parceria Covax, que distribui vacinas contra o novo coronavírus a mais de 140 nações em todo o mundo.

Nesta entrevista à ONU News, de Washington, o vice-diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que a entrega das doses do mecanismo Covax, liderado pelas Nações Unidas, está sendo prejudicada pela interrupção na produção de imunizantes no país asiático.

Uma profissional de saúde na Índia segura caixas de frascos da vacina Covaxin em uma unidade médica durante a pandemia de COVID-19.
© Unicef/Amarjeet Singh Crise da Covid-19 na Índia tem dificultado o combate à pandemia em países da América Latina e do Caribe beneficiados pela parceria Covax, que distribui vacinas contra o novo coronavírus

Reino Unido

Barbosa lembrou que a vacina é fundamental para ajudar na redução das taxas de morte e de internações. E citou o caso de países que começaram a inocular primeiro como o Reino Unido que conseguiu reverter a curva ascendente de contaminações. Em primeiro de junho, o país registrou zero número de mortes pela pandemia desde março de 2020.

O vice-diretor-geral da Opas disse que a vacina somente não basta. E as medidas de prevenção precisam continuar como distanciamento social, higienização e máscaras. Para Jarbas Barbosa, a população não deve baixar a guarda.

Passe de mágica

“Nossa grande preocupação é que primeiro as pessoas não pensem que a pandemia acabou ou que vai acabar em um mês. Que elas achem que o começo da vacinação vai, por um passe de mágica, interromper a transmissão. Isso não é verdade. Nós vemos que mesmo países que já avançaram bastante com a vacinação enfrentam recrudescimento, novas ondas... porque onde existe a transmissão, e o vírus está em praticamente todos os países do mundo hoje, quando as medidas de contenção são afrouxadas e as pessoas a deixar de usar máscaras, frequentar lugares fechados, aglomerações, se movimentar, inevitavelmente, há um novo recrudescimento, cresce o número de casos. E com isso, mais casos graves começam a ser produzidos, o que desafia os sistemas de saúde, muitas vezes ultrapassa a capacidade dos leitos de UTI, dos respiradores mecânicos.  E nós tivemos já em alguns países da América Latina, crises pela falta de acesso das pessoas quando há este crescimento exagerado da transmissão.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, este 2 de junho, a Covid-19 já havia matado mais de 3,5 milhões de pessoas no mundo em mais de 170,8 milhões de casos confirmados. Até agora, foram distribuídas mais de 1,5 bilhão de doses em todo o globo.