A Covid-19 não acabou, é preciso manter medidas de prevenção, diz Opas
BR

3 junho 2021

Vice-diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde, Jarbas Barbosa, afirma que mundo segue lutando contra a pandemia e enfrenta ritmo lento da vacinação na maioria dos países; ele citou os desafios para as Américas de receber insumos especialmente após a crise ter se agravado na Índia, um dos maiores produtores dos imunizantes.

A crise da Covid-19 na Índia tem dificultado o combate à pandemia em países da América Latina e do Caribe beneficiados pela parceria Covax, que distribui vacinas contra o novo coronavírus a mais de 140 nações em todo o mundo.

Nesta entrevista à ONU News, de Washington, o vice-diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que a entrega das doses do mecanismo Covax, liderado pelas Nações Unidas, está sendo prejudicada pela interrupção na produção de imunizantes no país asiático.

Crise da Covid-19 na Índia tem dificultado o combate à pandemia em países da América Latina e do Caribe beneficiados pela parceria Covax, que distribui vacinas contra o novo coronavírus
© Unicef/Amarjeet Singh
Crise da Covid-19 na Índia tem dificultado o combate à pandemia em países da América Latina e do Caribe beneficiados pela parceria Covax, que distribui vacinas contra o novo coronavírus

Reino Unido

Barbosa lembrou que a vacina é fundamental para ajudar na redução das taxas de morte e de internações. E citou o caso de países que começaram a inocular primeiro como o Reino Unido que conseguiu reverter a curva ascendente de contaminações. Em primeiro de junho, o país registrou zero número de mortes pela pandemia desde março de 2020.

O vice-diretor-geral da Opas disse que a vacina somente não basta. E as medidas de prevenção precisam continuar como distanciamento social, higienização e máscaras. Para Jarbas Barbosa, a população não deve baixar a guarda.

Passe de mágica

“Nossa grande preocupação é que primeiro as pessoas não pensem que a pandemia acabou ou que vai acabar em um mês. Que elas achem que o começo da vacinação vai, por um passe de mágica, interromper a transmissão. Isso não é verdade. Nós vemos que mesmo países que já avançaram bastante com a vacinação enfrentam recrudescimento, novas ondas... porque onde existe a transmissão, e o vírus está em praticamente todos os países do mundo hoje, quando as medidas de contenção são afrouxadas e as pessoas a deixar de usar máscaras, frequentar lugares fechados, aglomerações, se movimentar, inevitavelmente, há um novo recrudescimento, cresce o número de casos. E com isso, mais casos graves começam a ser produzidos, o que desafia os sistemas de saúde, muitas vezes ultrapassa a capacidade dos leitos de UTI, dos respiradores mecânicos.  E nós tivemos já em alguns países da América Latina, crises pela falta de acesso das pessoas quando há este crescimento exagerado da transmissão.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, este 2 de junho, a Covid-19 já havia matado mais de 3,5 milhões de pessoas no mundo em mais de 170,8 milhões de casos confirmados. Até agora, foram distribuídas mais de 1,5 bilhão de doses em todo o globo.

 

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