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O major-general Paulo Emanuel Maia Pereira, de Portugal, saúda uma fila de soldados de paz da ONU do seu país durante uma cerimónia.

ONU marca Dia Internacional dos Soldados de Paz enfatizando ação de jovens BR

Minusca/David Manuya O general de brigada Paulo Emanuel Maia Pereira de Portugal, vice-comandante da Minusca

ONU marca Dia Internacional dos Soldados de Paz enfatizando ação de jovens

Paz e segurança

Secretário-geral realça inspiração e orgulho pelo trabalho de pacificadores em todo o mundo; Organização perdeu 129 boinas-azuis de 44 países em ataques, acidentes e doenças durante o último ano; Guterres depositou coroa de flores em tributo às vítimas; ONU realiza cerimônia de entrega do prêmio Defensora Militar da Igualdade de Gênero. 

O foco do Dia Internacional dos Soldados de Paz deste ano é juventude, paz e segurança.  Para a data, formalmente celebrada a 29 de maio, as Nações Unidas realizaram uma série de eventos antecipados nesta quinta-feira.

O secretário-geral disse que em países que abrigam estas operações, a paz não pode ser alcançada sem a participação ativa da juventude em áreas como desarmamento, desmobilização, reintegração e redução da violência nas comunidades. 

Populações  

Ele realçou o valor de atributos como novas ideias, esperança e energia, além do envolvimento com as populações locais e o apoio local na melhoria do desempenho e cumprimento de mandato destas operações. 

O secretário-geral António Guterres deposita uma coroa de flores num memorial às forças de manutenção da paz da ONU .
ONU/Mark Garten Guterres depositou uma coroa de flores em tributo aos boinas-azuis mortos em serviços. 

 

A ONU News e a Missão de Paz da ONU na República Centro-Africana, Minusca, ouviram dois jovens portugueses que atuam no país africano. 

A soldado Maria Santos se diz honrada de colaborar para que o povo se recupere de um conflito civil. 

“Eu tenho 25 anos. A minha função é diretamente ligada à alimentação. Posso não estar diretamente ligada ao combate, mas garanto que outros soldados consigam assegurar a missão. O meu dia normal é acordar cedo, fazer a preparação, a confecção e a distribuição da alimentação com o resto dos soldados. E fazer treino físico também. É uma experiência única, boa, para que possamos contribuir que este país consiga melhorar.” 

Em ações de patrulhamento e combate, o primeiro-cabo português Leonel Mendes, conta como é viver cada dia a experiência marcada por valorização, empatia e inspiração partilhada com cidadãos centro-africanos. 

Mudança 

“Tenho 26 anos. Os dias aqui na missão nunca são iguais. Nunca sabemos as coisas que podem acontecer e esperar. Mas é sempre passado com agrado, sempre a trabalhar, seja na manutenção do material ou no próprio combater também. Nas populações é onde temos a proximidade, o prazer e a ligação e conseguimos sentir o que o jovem da República Centro-Africana sente. A mensagem que eu tenho para os jovens da República Centro-Africana é que nunca desistam, por eles são a chave para qualquer mudança venha a passar ou a sofrer.” 

O ambiente de iminente ameaça de grupos armados é agravado pela Covid-19. A pandemia acentuou o sacrifício destes homens e mulheres. 

Este ano, a ONU concedeu à major queniana, Steplyne Nyaboga, o Prêmio Defensora Militar da Igualde de Gênero, o mesmo dado a duas brasileiras e a uma indiana nas duas últimas edições. 

Para a major do Quênia, as mulheres devem assumir seu papel como forças de manutenção da paz, tal como os homens.  

Vida  

Na sede da ONU, em Nova Iorque, o secretário-geral António Guterres disse que o Dia Internacional dos Soldados da Paz inspira grande orgulho.  

Retrato da major Steplyne Nyaboga, do Quênia, uma integrante das forças de paz da ONU , usando uma boina azul e uniforme camuflado com um distintivo da bandeira do Quênia.
ONU/Unic Nairobi Queniana Steplyne Nyaboga é o Prêmio de Defensora Militar da Igualde de Gênero das Nações Unidas em 2020

Guterres depositou uma coroa de flores em tributo aos boinas-azuis mortos em serviços. 

Mais de 4 mil boinas-azuis perderam a vida desde 1948 em operações de paz da organização. 

Entre os desafios e as ameaças enfrentados pelas forças de paz estão o trabalho árduo para proteger os mais vulneráveis de ameaças como conflito e a pandemia global.  

De janeiro de 2020 a janeiro deste ano, 129 capacetes azuis de 44 países perderam a vida servindo sob a bandeira da ONU após ataques, acidentes e doenças, incluindo a Covid-19.