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 Avaliação Global de Metano é um dos estudos mais profundos de emissões globais 

Emissões de metano podem baixar até 45% até 2030  BR

Banco Mundial/Lundrim Aliu
Avaliação Global de Metano é um dos estudos mais profundos de emissões globais 

Emissões de metano podem baixar até 45% até 2030 

Clima e Meio Ambiente

Relatório realça que esta meta pode ser atingida com novas medidas; estudo cita impactos deste hidrocarboneto em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tome e Príncipe e Timor-Leste. 

Um novo relatório revela que mais da metade das emissões globais de metano são resultado da ação humana nas áreas de combustíveis fósseis, resíduos e agricultura. 

O estudo, lançado esta quinta-feira, realça que o problema pode ser reduzido em até 45% até 2030 com medidas atualmente disponíveis. 

Aquecimento global 

Os cortes nas emissões de metano seriam de baixo custo, os fundos rapidamente liberados e também evitado o aquecimento global em até 0,3 grau Celsius até 2040.  

Cortes nas emissões de metano seriam de baixo custo
Banco Mundial
Cortes nas emissões de metano seriam de baixo custo

 

No total, essas ações poupariam 73 bilhões de horas de trabalho devido à exposição ao calor extremo e reduziriam a poluição do ar. Também seriam evitadas cerca de 255 mil mortes, a perda de 26 milhões de toneladas de safras e 775 mil visitas hospitalares relacionadas à asma. 

O Brasil aparece à frente de outros países lusófonos ao chegar a registar 276 mortes por doenças respiratórias e cardíacas em cada 10 milhões de toneladas de metano. A seguir vêm Portugal com 39 e Guiné-Bissau com cinco.  

São Tome e Príncipe, Moçambique e Cabo Verde reportaram quatro óbitos, Angola dois e Timor-Leste um.  

Rendimentos  

O Brasil é mencionado pela perda de 4.900 horas trabalho devido à exposição ao calor extremo depois da Índia, China e Indonésia. Brasil e Angola tiveram perdas de produção de milho por emissões de metano e integram 14 nações onde a situação afetou os rendimentos nessa área. 

Setores de petróleo e gás carecem de regulamentação mais rigorosa das emissões do metano
Banco Mundial/Curt Carnemark
Setores de petróleo e gás carecem de regulamentação mais rigorosa das emissões do metano

 

Portugal está em 15º lugar num grupo de economias nas quais se avaliou o custo em internações em hospitais por enfermidades respiratórias causadas pela exposição ao ozônio. Foram cerca de US $ 3,6 por paciente acima de 65 anos. 

 A Avaliação Global de Metano envolveu técnicos unidos numa força-tarefa formada pela Coalizão Climática e Ar Limpo e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.  

 A diretora do Programa da Força de Superpoluentes, Sarah Smith, participou no estudo. Ela disse que o documento realça que reduzir as emissões deste composto é “absolutamente crítico, extremamente benéfico e eminentemente alcançável”. 

Oportunidade 

A especialista destacou que a Avaliação Global de Metano é um dos estudos mais profundos de emissões globais do hidrocarboneto “deixa claro o que já se sabe há muito tempo: que se pode e deve reduzir imediatamente as emissões de metano.” 

Smith realçou ainda que agora a oportunidade é clara, os benefícios são enormes e “não se pode cumprir as metas climáticas globais sem enfrentar imediatamente as emissões” deste composto. 

O gás metano é considerado um superpoluente prejudicial que aquece o planeta mais de 80 vezes do que o dióxido de carbono nos primeiros 20 anos. 

 É responsável por um quarto do aquecimento global de hoje e seus níveis na atmosfera estão aumentando. A Força-Tarefa do Ar Limpo há muito defende uma regulamentação mais rigorosa das emissões deste hidrocarboneto nos setores de petróleo e gás. 

O gás metano é considerado um superpoluente prejudicial que aqueceu o planeta mais de 80 vezes do que o dióxido de carbono
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O gás metano é considerado um superpoluente prejudicial que aqueceu o planeta mais de 80 vezes do que o dióxido de carbono