Unesco pede investigação do assassinato de Toninho Locutor, radialista da Bahia
BR

27 abril 2021

Apresentador de um programa de humor da rádio local Antena 1, Weverton Rabelo Fróes foi morto a tiros em Planaltino, a 300km da capital baiana de Salvador; ele tinha 32 anos

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, pediu às autoridades brasileiras que investiguem o assassinato do radialista Weverton Rabelo Fróes, conhecido como Toninho Locutor.

Ele foi morto por uma pessoa armada, na frente de sua casa, na cidade de Planaltino, a 300 km de Salvador, capital da Bahia.

Brasil está entre os 10 países do mundo com maior impunidade para assassinatos de jornalistas
ONU/Violaine Martin
Brasil está entre os 10 países do mundo com maior impunidade para assassinatos de jornalistas

Sociedade

O crime ocorreu em 4 de abril e o radialista tinha 32 anos.

O profissional apresentava um programa de humor na rádio local Antena 1.

Em comunicado, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, condenou o crime e instou as autoridades a esclarecerem o motivo do assassinato. Segundo ela, este é um crime contra um indivíduo e contra uma sociedade inteira.

A chefe da Unesco afirmou que nenhum país deve permitir a impunidade fortalecendo os que usam de violência e minam a liberdade de imprensa, o acesso à informação e o direito fundamental da liberdade de expressão.

Segundo a agência da ONU, Toninho Locutor era também o fundador da emissora local.

A Unesco promove a segurança de jornalistas e outros profissionais da mídia através de uma série de ações que integram o Plano de Ação da ONU sobre Segurança de Jornalistas e a Questão da Impunidade
Unama/Fardin Waezi
A Unesco promove a segurança de jornalistas e outros profissionais da mídia através de uma série de ações que integram o Plano de Ação da ONU sobre Segurança de Jornalistas e a Questão da Impunidade

Segundo jornalista

A Unesco promove a segurança de jornalistas e outros profissionais da mídia através de uma série de ações que integram o Plano de Ação da ONU sobre Segurança de Jornalistas e a Questão da Impunidade.

Uma outra entidade, a organização Repórteres sem Fronteiras, RSF, também condenou o assassinato do radialista da Bahia Weverton Rabelo Fróes dizendo que vários meios de comunicação no Brasil estão sendo alvos de ameaças e intimidações.

A RSF citou o assassinato de um outro profissional, José Bonfim Pitangueiras, também na Bahia. 
Ele era produtor da TV Record e foi assassinado a tiros em 9 de abril numa rua de Salvador.
 

 

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