OIM oferece abrigo temporário a deslocados pela violência em Moçambique
BR

9 abril 2021

Agência da ONU une-se ao governo de Maputo para criar novo centro de trânsito; crianças representam mais de 40% das pessoas que buscam proteção após terem que fugir de suas casas com os ataques terroristas à cidade de Palma, em Cabo Delgado. 

Centenas de moçambicanos que tiveram que escapar da violência dos recentes ataques de grupos armados e extremistas islâmicos, em Palma, estão encontrando abrigos temporários com apoio do governo, da ONU e parceiros internacionais. 

 

A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou que até a quinta-feira, quase 14 mil pessoas foram cadastradas num Centro de Trânsito e Acolhimento em Pemba, capital da província de Cabo Delgado. As chegadas aumentam a cada dia. 

 

© Acnur/Martim Gray Pereira
Centenas de milhares de pessoas foram deslocadas pelo conflito nas províncias do norte de Moçambique

Sobrevivência 

 

Os sobreviventes estão chegando por ônibus, barco, avião e até a pé. Milhares escaparam pelas matas e enfrentaram dias de caminhada por densas florestas. 

 

As crianças representam mais de 40% por cento dos deslocados e pelo menos 170 chegaram descompanhadas de responsáveis. 

 

Os confrontos em Cabo Delgado começaram em 2017 quando extremistas islâmicos e grupos armaos não-estatais entraram em choque com tropas do governo moçambicano. 

 

A OIM está apoiando a mais de 1 mil deslocados com apoio psicossocial e assistência de proteção. Também facilita os encaminhamentos para serviços sociais e de saúde, além de distribuir cadeiras de rodas, muletas e outras ajudas em espécie.  

 

Fuga 

 

A chefe da missão da OIM em Moçambique, Laura Tomm-Bonde, disse que as equipes da OIM ajudam os sobreviventes a chegar a áreas mais seguras de Cabo Delgado depois de sua angustiante experiência de fuga destes ataques.  

 

Quase 700 mil pessoas foram deslocadas internamente no norte de Moçambique desde o início da violência em outubro de 2017. 

 

A cidade de Pemba e outros locais estão além da sua capacidade de fornecer serviços básicos. 

 

A OIM assiste mais de 900 mil afetados por desastres e conflitos em Moçambique desde 2019, quando dois ciclones Idai e Kenneth atravessaram o país.

 

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