Para OMS, benefícios da vacina Astra Zeneca superam riscos de trombose
BR

7 abril 2021

Organização Mundial da Saúde, OMS, recomenda uso do imunizante; anúncios recentes de suspensão de envio de doses incluídas na parceria Covax, da OMS, podem afetar países como Bolívia, Nicarágua e Haiti.

 A Organização Mundial da Saúde, OMS, e a Agência Europeia de Medicamentos afirmam que a vacina AstraZeneca/Oxford contra a Covid-19 traz mais benefícios que riscos para a saúde.

A declaração ocorre após relatos de que a vacina produziria coágulos sanguíneos e casos de trombose em alguns pacientes.

Universidade de Oxford/John Cairns
A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford e AstraZeneca é fabricada pelo Instituto de Soro da Índia.

Embarque

 

De acordo com a OMS, recentes relatos de suspensão do embarque de doses da vacina, fabricadas na Índia, como parte da parceria Covax, podem afetar países como Nicarágua, Haiti e Costa Rica.

A agência da ONU para a saúde na América Latina e no resto do continente indicou que o recente anúncio da suspensão do embarque de doses da AstraZeneca fabricadas pelo Instituto de Soro da Índia por meio do mecanismo Covax pode afetar a Bolívia, a Nicarágua e Haiti.
O parecer de apoio à AstraZeneca permanece firme, apesar das novas descobertas, publicadas na quarta-feira, pela Agência que vinculam a vacinação a casos raros de trombose.

Unicef/Dhiraj Singh
OMS diz que vacina da AstraZeneca é segura e deve continuar sendo usada

Coagulação

O gerente de Incidentes para Covid-19 da Organização Pan-Americana da Saúde, Sylvain Aldighieri, confirmou a decisão e deu mais detalhes em uma coletiva de imprensa.  

Ele explicou que a avaliação da OMS indica que 62 casos raros de distúrbios de coagulação, coagulação intravascular disseminada ou trombose. Há 62 casos de distúrbios em mais de 30 milhões de doses administradas na Europa .

Aldighieri recomendou um monitoramento estrito da segurança de todas as vacinas e a notificação e investigação de todos os eventos adversos.

A Costa Rica recebeu, nesta quarta-feira, 43.200 doses de vacinas AstraZeneca das quase 220 mil planejadas para a primeira remessa, enquanto na República Dominicana mais de 91 mil doses das mais de 2 milhões que o país espera acabam de chegar pela Covax.

Dada à falta de vacinas, o vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, Jarbas Barbosa, destacou que a AstraZeneca conta com dois novos centros na Europa, um na Itália e outro na Espanha, que serão usados para fornecer mais vacinas para a Covax. Ambos aguardam autorização da OMS, que deve sair em breve.

University of Oxford/John Cairns
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América do Sul 

A diretora-geral da Opas, Carissa Etienne, explicou que na semana passada mais de 1,3 milhão de novos casos foram registrados na região, além de 37 mil mortes, mais da metade  no continente americano. 

Etienne contou que na América do Norte os casos e hospitalizações estão aumentando no Canadá, enquanto as taxas de infecção caem nos Estados Unidos e no México. 

 

Ela destacou que em nenhum lugar as infecções são mais preocupantes do que na América do Sul, onde os casos estão crescendo em quase todos os países. Os casos dobraram na Bolívia e na Colômbia na última semana e os quatro países do Cone Sul viram uma aceleração nos casos de Covid-19. As Unidades de Terapia Intensiva estão se aproximando da capacidade máxima no Peru e no Equador.

Ela acrescentou que, na última semana, Estados Unidos, Brasil e Argentina estiveram entre os 10 países do mundo que registraram o maior número de novas infecções no mundo. 

 
 

 

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O lote integra o mecanismo Covax, da Organização Mundial da Saúde, que pretende levar mais de 2 bilhões de doses a 142 países em desenvolvimento, que aderiram à iniciativa. As doses foram enviadas pela Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, o braço da OMS nas Américas. Os imunizantes da Astra Zeneca/Oxford foram fabricados pela empresa farmacêutica SK Bioscience, da Coreia do Sul.

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