Em Fórum no México, ONU pede fim de leis e medidas que discriminam mulheres
BR

29 março 2021

Secretário-geral, António Guterres, diz que mundo, dominado por homens, precisa incluir mulheres em processos de decisão; segundo ele, a desigualdade de gênero é uma questão de poder; primeira etapa do Fórum Geração Igualdade foi aberta, nesta segunda-feira na Cidade do México, para acelerar ações sobre os direitos femininos no globo.
 
 

As Nações Unidas afirmam que os avanços dos direitos das mulheres no mundo têm ocorrido num ritmo lento demais.  
 
Mais de 26 anos após a histórica Conferência de Pequim, que aprovou a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, mulheres e meninas continuam enfrentando barreiras à igualdade de gênero em todo o globo. 

UN Mexico/Luis Arroyo
Discurso do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, durante abertura do Fórum Geração Igualdade.

Ações concretas

 
A declaração é do secretário-geral da ONU, António Guterres, que falou na abertura do Fórum Geração Igualdade, nesta segunda-feira, na Cidade do México.
 
O evento, realizado de forma virtual e presencial, reúne representantes dos países, da sociedade civil e do setor privado, para pedir ações concretas de autonomia das mulheres. O Fórum é co-organizado por México e França.
 
Guterres afirma que as mulheres continuam agindo para vencer as instituições patriarcais e as normas sociais profundamente arraigadas, e obtiveram várias conquistas, mas o mundo permanece sendo dominado por homens.
 
Ela acredita que a igualdade de gênero é essencialmente uma questão de poder, mantido pelos homens.
 
O secretário-geral alertou que as leis discriminatórias estão de volta e a violência a mulheres está aumentando.

UN Mexico/Luis Arroyo
Diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, discursa na abertura do evento.

União  

No último ano, os efeitos arrasadores da pandemia na vida de milhões de mulheres e meninas foram lamentados pelo secretário-geral.

Para ele, à medida que o mundo se recupera da crise global de saúde, será preciso focar em cinco etapas críticas.

A primeira é proteger os direitos iguais das mulheres e revogar leis discriminatórias, como por exemplo a de que mulheres não podem herdar terras e propriedades, em algumas partes do mundo.

Em segundo: garantir uma representação igual desde os conselhos de administração das empresas aos Parlamentos, se necessário pelo sistema de cotas.

Como terceira ação, o chefe da ONU sugere a promoção da inclusão econômica das mulheres por meio de remuneração igual, proteção no emprego, crédito direcionado e investimentos na economia de cuidados e proteção social.

Em quarto lugar, ele diz que é preciso criar planos de resposta de emergência para lidar com a violência contra mulheres e meninas.

E por último, dar espaço à transição intergeracional em curso e aos jovens que defendem um mundo mais justo e igualitário.
 
António Guterres finalizou falando sobre a expectativa para a segunda parte do Fórum, marcada para 30 de junho, em Paris, quando serão revistos os  compromissos e investimentos mais ambiciosos para se chegar à meta da igualdade de gênero em todo o mundo. 

 

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