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ONU pede responsabilização de autores após mortes de pelo menos 100 em Mianmar BR

Uma mulher com lenço na cabeça recebe um kit de higiene de contêineres de ajuda humanitária do Unfpa durante uma distribuição para refugiados rohingya em Bangladesh.
Unfpa Mulheres em Mianmars sofrem abusos e violência

ONU pede responsabilização de autores após mortes de pelo menos 100 em Mianmar

Direitos humanos

Em nota, secretário-geral António Guterres diz que repressão militar é inaceitável; para ele, comunidade internacional precisa dar resposta resoluta, unificada e determinada

As Nações Unidas condenaram, nos termos mais veementes, a morte de dezenas de civis, incluindo crianças e jovens, pelas forças de segurança em Mianmar neste sábado.

 

De acordo com agências de notícias, o sábado foi o dia mais sangrento desde o início das manifestações de rua no país do sudeste asiático com pelo menos 100 mortos.

 

Aung San Suu Kyi fala em um pódio durante uma reunião com membros do Conselho de Recreação do Pessoal da ONU do Myanmar Club.
ONU/Rick Bajornas UIP recebeu relatos de violações dos direitos humanos contra 55 parlamentares eleitos entre eles, a prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi

Prêmio Nobel da Paz

 

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, o secretário-geral António Guterres disse que a contínua repressão militar, que causou o maior número de mortes em um só dia desde o início de fevereiro, é inaceitável e exige uma resposta internacional firme, unificada e resoluta.

 

A crise política em Mianmar ressurgiu em 1 de fevereiro quando os militares dissolveram o governo prendendo a líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, e outros integrantes do governo.

 

Os militares alegam que as eleições do ano passado, vencidas pelo partido de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia, foram fraudadas.

 

Uma pessoa vestindo uma camisa xadrez se agacha para acender uma vela durante uma vigília à luz de velas à noite em Yangon, Mianmar. Outras pessoas estão em pé ao fundo, na escuridão.
Unsplash/Zinko Hein Pelo menos 400 pessoas já foram mortas em protestos de rua em Mianmar.

Direitos humanos

 

António Guterres reiterou seu apelo urgente aos militares para que evitem violência e repressão.

 

Segundo agências de notícias, pelo menos 400 pessoas já foram mortas em protestos de rua desde a intervenção militar.

Para o chefe da ONU, os autores das graves violações dos direitos humanos cometidas em Mianmar devem ser responsabilizados.