Cidade do México abriga Fórum Geração Igualdade sobre direitos das mulheres
BR

29 março 2021

Evento global, de três dias, convocado pela ONU Mulheres, baseia-se na participação da sociedade civil e conta com o apoio dos Governos do México e da França; segunda parte do Fórum será realizada de 30 de junho a 2 de julho, em Paris. 

Várias décadas após realizar a histórica Conferência Mundial sobre Mulheres, em 1975, a Cidade do México reabre suas portas, nesta segunda-feira, 29 de março, para o Fórum Geração Igualdade sobre direitos de meninas e mulheres e igualdade de gênero. 

 

Esta será a primeira etapa do evento, que culminará com o Fórum Geração Igualdade em Paris, no final de junho. Dentre os participantes da conferência por internet está o secretário-geral da ONU, António Guterres. 

 

UN Photo/Eskinder Debebe (file)
Se nada mudar, só haverá paridade entre homens e mulheres em Parlamentos pelo mundo no ano 2150.

Parlamentos 

 

Os organizadores afirmam que o encontro quer lançar “ações ousadas, concretas e transformadoras para alcançar progresso

imediato e irreversível na igualdade de gênero”.  Se nada for feito, só haverá paridade, por exemplo, entre homens e mulheres em Parlamentos pelo mundo, no ano de 2150. 

No momento, a distribuição de assentos continua sendo 25% para mulheres e 75% para homens.  

 

O México ao lado da Suécia, da Espanha e do Canadá é uma das poucas nações que fomentam uma “política exterior feminista”, que busca a paridade dentro de seus serviços de relações exteriores.  

 

© Unicef/Vinay Panjwani
Pandemia levou a um aumento dos casos de violência de gênero e violência doméstica no mundo.

Pandemia 

 

Representantes de governos em todo o mundo pretendem anunciar novos compromissos na promoção dos direitos de meninas e mulheres durante o evento na Cidade do México. 

 

O Fórum Geração Igualdade também iniciará uma coalizão com ativistas, feministas, jovens e aliados para alcançar as mudanças necessárias e transformadoras para a próxima geração. 

 

O evento ocorre um ano após o início da pandemia da Covid-19, que levou a um aumento dos casos de violência de gênero e violência doméstica no mundo. Com a crise global de saúde, piorou também a discrepância econômica entre homens e mulheres. 

 

Foto: Rocío Franco
Mulheres negras, indígenas e jovens ainda lutam contra os desafios pela iguadade de gênero.

Indígenas 

 

Mais de 70% dos trabalhadores na área de saúde são mulheres. Elas são também as mais prejudicadas em trabalhos não-remunerados ou pouco remunerados.  

 

São as mulheres que se dedicam, na maioria das vezes, ao cuidado de idosos, doentes e outras pessoas que precisam de atenção. 

Mulheres negras, indígenas e jovens ainda lutam contra barreiras e riscos no que é descrito como uma crise de igualdade de gênero. 

 

Mais de 25 anos após a histórica Quarta Conferência sobre Mulheres em Pequim, na China, e da adoção da Declaração e Plataforma para Ação em Pequim, o evento no México quer reafirmar o valor do multilateralismo unindo líderes internacionais e locais, sociedade civil, empresários, sindicalistas e entidades parceiras. 

 

O Fórum Geração Igualdade foi lançado como parte das decisões do processo de revisão Pequim + 25, que ocorreu de março de 2019 a setembro de 2020. 

 

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