Fundo de Solidariedade contra Covid-19 faz um ano pedindo mais financiamento
BR

15 março 2021

Iniciativa já arrecadou mais de US$ 242 milhões de mais de 661 mil indivíduos, empresas e outras entidades para apoiar Organização Mundial da Saúde, OMS, e a resposta global dos parceiros à pandemia; 60% do apelo total de US$ 1,96 bilhão devem ser destinados à vacina, testes e tratamentos.

O Fundo de Solidariedade contra a Covid-19 está completando um ano e precisa de angariar US$ 1,96 bilhão para seguir respondendo à pandemia em 2021. 

A iniciativa apoiada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e parceiros entrega insumos médicos a países em desenvolvimento, vacinas, testes e tratamento contra a doença.

Unicef/Francis Kokoroko
Proteção de patentes e de outras formas de propriedade intelectual tem sido um obstáculo para aumentar a produção de imunizantes

Linha de frente

O Fundo é gerenciado pela Fundação ONU e pela Fundação Suíça de Filantropia como uma plataforma inovadora para empresas, indivíduos e organizações. A meta é  cooperar diretamente para prevenir, detectar e responder ao novo coronavírus em todo o mundo.

Até o momento, mais de 661 mil doadores responderam com quase US$ 250 milhões. Os recursos são utilizados com equipamentos de proteção para milhões de trabalhadores de saúde e profissionais na linha de frente do combate à pandemia.

O dinheiro serve ainda para levar informação verificada sobre prevenção e tratamento da Covid.
O Fundo também apoia refugiados e deslocados no enfrentamento da doença.

UNICEF
Unicef fez a entrega do carregamento de vacinas contra COVID-19 às autoridades de Moçambique

Laboratórios

Neste primeiro aniversário, os organizadores apelam para um financiamento robusto, que inclui a entrega de cilindros de oxigênio a mais de 150 países reforçando a capacidade de centenas de laboratórios e entregando mais de 250 milhões de testes.

A iniciativa providenciou 12 mil camas de UTI e coordenou a chegada de 180 equipes médicas ao redor do mundo para socorrer sistemas de saúde em colapso com a pressão da Covid-19.

O financiamento do Fundo de Resposta à Covid-19 também destina uma parcela à iniciativa Covax de vacinas contra a doença para 142 países em desenvolvimento.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, agradeceu o apoio dos doadores. Para ele, muito foi conquistado neste primeiro ano, mas a pandemia ainda está longe do fim. Por isso, ninguém deve baixar a guarda nem na prevenção nem no apoio financeiro.

Unicef/Dhiraj Singh
OMS diz que vacina da AstraZeneca é segura e deve continuar sendo usada

AstraZeneca

Depois de vários países europeus interromperem a distribuição da vacina da AstraZeneca na semana passada, a Itália, França e a Alemanha tomaram a mesma decisão esta segunda-feira.

Falando a jornalistas em Genebra, Tedros disse que o passo foi dado “como medida de precaução”, após relatos de coágulos sanguíneos em pessoas que receberam a vacina de dois lotes produzidos na Europa.

Segundo o chefe da OMS, “isso não significa necessariamente que esses eventos estejam ligados à vacinação, mas é prática de rotina investigá-los e mostra que o sistema de vigilância funciona e que controles eficazes estão em vigor.”

O Comitê Consultivo sobre Segurança de Vacinas da OMS tem revisado os dados disponíveis e está em contato próximo com a Agência Europeia de Medicamentos, que deve se reunir na terça-feira.

A AstraZeneca é parceira da Covax, que pretende distribuir pelo menos 2 bilhões de doses até o final do ano, imunizando 20% da população de cada um dos 142 países participantes.
 

 

 

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Guterres marca um ano de pandemia apontando para luz no fim do túnel 

Secretário-geral lembra que 12 meses de um “tsunami de sofrimento”, mas realçando a esperança que as vacinas contra o vírus representam; para o chefe da organização, a campanha global de vacinação representa o maior teste moral desta era.