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Conselho de Segurança condena violência a manifestantes em Mianmar BR

Uma pagoda dourada iluminada ergue-se contra um céu azul escuro, cercada por edifícios modernos e uma torre de telecomunicações em um cenário urbano.
Unsplash/Kyle Petzer Cidade de Yangon, em Mianmar, onde militares tomaram o poder

Conselho de Segurança condena violência a manifestantes em Mianmar

Paz e segurança

Declaração dos 15 Estados-membros apela à libertação imediata dos detidos de forma arbitrária desde a tomada do poder por militares em 1 de fevereiro; documento reitera que é preciso abrir acesso humanitário seguro e desimpedido aos necessitados. 

O Conselho de Segurança condenou a violência aos manifestantes em Mianmar, a antiga Birmânia, e pediu moderação ao Exército após a tomada do poder por militares em 1 de fevereiro. 

Em declaração, emitida na quarta-feira, o órgão reitera que acompanha a situação de perto. Segundo agências de notícias, no mesmo dia, os militares usaram gás lacrimogêneo e balas de borracha contra centenas de manifestantes em distritos de Yangon. 

Detidos  

O Conselho de Segurança da ONU apelou às autoridades que libertem todos os detidos de forma arbitrária. 

Uma criança pequena descansa dentro de um abrigo familiar em um acampamento em Kyein Ni Pyin, estado de Rakhine, Myanmar.
Unicef/Ruslana Sirman Confrontos e situação socioeconômica empurram dezenas de milhares de birmaneses para a pobreza

 

O órgão apoia uma transição democrática em Mianmar e enfatiza que é preciso manter as instituições e os processos democráticos, a abstenção da violência, o respeito pleno aos direitos humanos e as liberdades fundamentais e a defesa do Estado de direito.” 

O documento incentiva as partes envolvidas a buscar um diálogo construtivo e a reconciliação “de acordo com a vontade e os interesses populares” no país do sudeste da Ásia. 

O Conselho apoia a Associação das Nações do Sudeste Asiático, Asean, para ajudar Mianmar “de maneira positiva, pacífica e construtiva.” 

Estado de direito 

Para o órgão, as manifestações “relembraram os propósitos e princípios da Carta da Asean, como os princípios da democracia, a adesão ao Estado de Direito, a boa governança, a proteção dos direitos humanos e o respeito das liberdades fundamentais”. 

O Conselho pede acesso humanitário seguro e desimpedido para todos os  necessitados, destacando que a situação atual “tem o potencial de exacerbar os desafios existentes” em Rakhine e outras regiões. 

Cerca de 1 milhão de pessoas precisam de apoio e proteção em Mianmar. De acordo com funcionários humanitários, há dificuldades de operação e financiamento, além de interrupções na comunicação, no transporte e nas cadeias de abastecimento. 

O Conselho expressou preocupação com o fato de os eventos recentes representarem desafios particularmente graves para o retorno voluntário, seguro, digno e sustentável de refugiados rohingya e deslocados internos. 

Por isso, os 15 Estados-membros realçam que “é essencial que os direitos das minorias sejam totalmente protegidos.” 

Vista aérea de uma área urbana densa em Myanmar, apresentando uma mistura de edifícios modernos de vários andares e estruturas tradicionais de baixa altura.
Banco Mundial/Markus Kostner Escritório destaca que continua se observando o movimento de desobediência civil em Mianmar