Guiné-Bissau: liderança feminina marca pontos no combate à pandemia

7 março 2021

Médica guineense e ex-ministra da Saúde do país africano, Magda Robalo, destaca aumento de testagem, proteção do pessoal sanitário e fornecimento de oxigénio; entrevista é parte do especial da ONU News sobre liderança feminina no enfrentamento da crise global.

O Dia Internacional da Mulher, 8 de Março é comemorado, este ano, num contexto de luta contra a Covid-19. 

A doença já matou mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.  Na Guiné-Bissau, o número acumulado de casos é de 3.301, sendo 591 ativos, 2.655 recuperados e 49 mortos.

Liderança feminina

Os esforços da luta contra a pandemia na nação africana são liderados pela epidemiologista, Magda Nely Robalo Silva. 

A alta comissária para a Covid-19 falou à ONU News, de Bissau, sobre a importância da liderança feminina na resposta ao coronavírus e disse, que à semelhança do resto do mundo, a luta contra a doença não tem sido fácil no país.

Ela destacou o fim da primeira vaga e a redução da transmissão para que o fim do toque de recolher, que levou a reabrir escolas e comércio. Como resultado, “conseguimos chegar a novembro e dezembro com uma taxa de transmissão muito baixa, levando a uma vida normal”, sublinhou ela.

Alexandre Soares
Mulher nos arredores de Bissau vota nas eleições legislativas.

Testagem

Magda Robalo atribuiu o mérito das realizações que incluem também a mobilização de vacinas, o aumento da capacidade de testagem e o fornecimento de oxigénio a toda uma “equipa esforçada, dedicada e competente”. 

Robalo ressaltou também que “sendo um país com muitos desafios, as dificuldades são maiores e que a meta agora é o controlar a segunda vaga”. 

As autoridades na Guiné-Bissau decretaram estado de calamidade até 25 de março próximo.

Para marcar este Dia Internacional da Mulher em 8 de março, a ONU News realiza um especial sobre a liderança feminina e o papel das mulheres na linha de frente do combate à Covid-19. Além de Magda Robalo, o especial traz profissionais de saúde no terreno, autoridades e líderes em Moçambique, Angola, Brasil, Timor-Leste, Portugal e outras nações de língua portuguesa.

 *Amatijane Candé, de Bissau para a ONU News. 

 

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