Perspectiva Global Reportagens Humanas
Um profissional de saúde, devidamente equipado com equipamento de proteção individual, administra a vacina contra o Ebola a um homem sob uma tenda vermelha em Beni, Kivu do Norte, República Democrática do Congo.

RD Congo aplica vacina contra ebola uma semana após declarar novo surto  BR

Banco Mundial/Vincent Tremeau Homem na RD Congo recebe vacina contra ebola

RD Congo aplica vacina contra ebola uma semana após declarar novo surto 

Saúde

Cerca de 16 mil doses serão usadas na campanha de imunização iniciada em Butembo, Kivu do Norte; OMS não tem evidências de relação com surto na Guiné-Conacri onde foram confirmados pelo menos sete casos da doença.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, começou a aplicar a vacina contra o ebola, uma semana após a declaração do novo surto em Butembo na República Democrática do Congo.  

No total, mais de 16 mil doses do imunizante serão usadas na campanha para conter a doença declarada em 7 de fevereiro. A área afetada da província de Kivu do Norte teve quatro casos confirmados e duas mortes. Cerca de 300 contatos foram rastreados em quatro locais diferentes. 

Campanha  

Desde o fim de semana, a chamada vacinação em anel envolveu mais de 50 pessoas. Elas tiveram contatos de alto risco com infectados em Biena, onde o primeiro caso foi detectado.  

Três voluntários da Cruz Vermelha, com equipamentos de proteção, preparam-se para procedimentos de sepultamento seguros durante uma resposta ao Ebola na República Democrática do Congo.
ONU/Martine Perret Profissionais de saúde se mobilizaram rapidamente para rastrear o vírus e prevenir novas infecções

 

A agência anunciou que profissionais de saúde também serão vacinados na campanha, que chegou à Zona de Saúde de Katwa. 

O lançamento da imunização aconteceu no Hospital Matanda, onde o primeiro caso foi confirmado num paciente que veio a falecer. 

No total cerca de 1,2 mil vacinas chegaram a Butembo na semana passada. O mesmo número foi despachado para a cidade de Goma, também na província do Kivu do Norte.  

Guiné-Conacri  

Na terça-feira, a OMS lembrou que além do surto da RD Congo está acompanhando um outro na Guiné-Conacri onde foram confirmados pelo menos sete casos. Três deles foram fatais e contraídos no funeral de uma enfermeira no início de fevereiro. 

Uma nota da organização realça que cerca de 115 pessoas que tiveram contato com infetados já foram identificadas em território guineense.  

Com base na experiência adquirida em surtos anteriores, os profissionais de saúde se mobilizaram rapidamente para rastrear o vírus e prevenir novas infecções nos dois países. 

Ambos também partilham o historial de eficácia de tratamentos depois do último surto. A OMS disse não haver conexão entre as duas situações, pois “nenhuma evidência aponta para isso, apesar de estarem acontecendo ao mesmo tempo.” 

Collette, uma paciente em um Centro de Tratamento de Ebola em Beni, na República Democrática do Congo, sorri e interage com seu filho de 5 meses, Guerrishon, através de uma folha de plástico, enquanto ele é cuidado em uma creche apoiada pela UNICEF.
Unicef/Thomas Nybo Filho visita mãe em centro de tratamento para ebola