No pós-Covid, economia digital pode melhorar inclusão de pessoas com deficiência
BR

15 fevereiro 2021

Organização Internacional do Trabalho defende maior eficácia em iniciativas para apoiar cerca de 1 bilhão pessoas; relatório "Uma economia digital inclusiva para pessoas com deficiência" foi lançado em reunião sob o lema “Emprego e TIC”.

Um novo relatório destaca que a crise da Covid-19 tem acelerado os avanços na economia digital abrindo oportunidades sem precedentes em favor de um mundo laboral mais inclusivo para pessoas com deficiência.

No entanto, a ameaça de barreiras digitais pode agravar as desigualdades e a exclusão se não houver iniciativas eficazes e direcionadas para o grupo de cerca de 1 bilhão de pessoas.

Uma criança lendo em braille em escola secundária no Uganda
Unicef/Michele Sibiloni
Uma criança lendo em braille em escola secundária no Uganda

Pessoas com Deficiência 

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, recomenda mais esforços para melhorar a acessibilidade, as habilidades digitais e o emprego digital para criar um mercado de trabalho mais inclusivo para as pessoas com deficiência.

De acordo com o estudo, o aumento do trabalho digital cria graves problemas para quem não tem habilidades ou equipamentos laborais necessários. A exclusão persistente ocorre quando as pessoas com deficiência têm níveis mais limitados de educação e treinamento do que pessoas sem deficiência.

O estudo "Uma economia digital inclusiva para pessoas com deficiência" foi realizado pela Rede Global de Negócios e Deficiência da OIT, em parceria com a ONG espanhola Fundación Once. 

O documento analisa os efeitos da revolução digital para a criação de novos empregos, mudanças nas funções e modelos de trabalho existentes. Outra área pesquisada e a de processos de recrutamento online.

Documento alerta que a falta acessibilidade neste ramo poderá criar novas barreiras se não houver ferramentas digitais suficientes
Unsplash/Dylan Gillis
Documento alerta que a falta acessibilidade neste ramo poderá criar novas barreiras se não houver ferramentas digitais suficientes

Trabalhadores 

O estudo enumera as principais áreas de ação por diferentes grupos de interessados, incluindo a indústria digital, academia, governos, trabalhadores, empregadores e as próprias pessoas com deficiência.

Para a construção de um futuro de trabalho inclusivo, o relatório destaca como fundamentais a requalificação, a qualificação e iniciativas para promover o emprego digital e apoiar a colaboração entre todas as partes do processo.

A análise aponta oportunidades nas chamadas tecnologias assistivas para abrir novas ocupações e oportunidades. Delas fazem parte aparelhos, técnicas e processos que aumentam a qualidade de vida de pessoas com deficiência.

No entanto, o documento alerta que a falta de acessibilidade neste ramo poderá criar novas barreiras se não houver ferramentas digitais suficientes.

Menores com deficiência têm desafios adicionais devido ao seu crescimento
Unifeed Video
Menores com deficiência têm desafios adicionais devido ao seu crescimento

Economia 

A diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da OIT disse que, apesar de a pandemia ter acelerado as tendências já presentes no mundo do trabalho, incluindo a expansão da economia digital, é preciso apoiar a inclusão.

Manuela Tomei defende que no futuro os talentos e as habilidades dessas pessoas possam “contribuir para o sucesso dos locais de trabalho e das sociedades em todo o mundo.”

O relatório foi publicado na reunião sobre a pessoa com deficiência, este ano realizada virtualmente sob o tema “Emprego e Tecnologias de Informação e Comunicação.”
 

 

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