Novos casos de Covid-19 em baixa na Europa há quatro semanas 
BR

11 fevereiro 2021

Total de mortes também está caindo, mas quantidade de surtos está aumentando; OMS pede vigilância e cautela; número de doses de vacina administradas também excede casos notificados na região.  

O número de novos casos de Covid-19 na Europa está caindo há quatro semanas. Nas últimas duas semanas, o total de mortes causadas pela doença também diminuiu. 

Falando a jornalistas em Genebra, o diretor regional da Organização Mundial da Saúde, OMS, para a Europa, Hans Kluge, disse que “embora isso seja uma boa notícia, o declínio nos casos oculta um número crescente de surtos.” 

Preocupações 

Kluge disse que é necessário observar as tendências com cuidado e evitar decisões precipitadas. Segundo ele, “a esmagadora maioria dos países europeus permanece vulnerável.” 

Na quarta-feira, 17 Estados-membros e territórios tiveram uma incidência de 14 dias maior do que 400 casos para cada 100 mil. Kluge disse que, no passado, “repetidamente, países reabrirem rápido demais e perderem os ganhos conquistados com muito esforço.” 

Chefe da OMS na Europa, Hans Kluge, de visita a um centro de telemedicina durante pandemia
OMS/Yury Kochkin
Chefe da OMS na Europa, Hans Kluge, de visita a um centro de telemedicina durante pandemia

Para o especialista, “as vacinas são essenciais, mas, por enquanto, não são suficientes para controlar a pandemia.” 

Com base nas informações de 29 dos 37 países que atualmente estão vacinando, 7,8 milhões de pessoas concluíram a vacinação. O total equivale a apenas 1,5% da população desses países. 

O número de doses de vacina administradas também excedeu o número de casos notificados. Nesse momento, são cerca de 41 milhões de doses administradas, contra 36 milhões de casos relatados. 

Para o chefe da OMS na Europa, nesse momento, “é uma linha tênue entre a esperança de uma vacina e uma falsa sensação de segurança.” 

Variantes 

Sobre as novas variantes que estão circulando, Kluge afirmou que “algumas são, de fato, particularmente preocupantes.” 

Segundo ele, estas novas formas da doença significam que se deve “fazer tudo o que está ao alcance para reduzir a transmissão e retardar mutações que podem influenciar a eficácia da vacina.” 

Ele disse ainda que, se o mundo não interromper a transmissão do vírus agora, “os benefícios esperados da vacinação no controle desta pandemia podem não ser evidentes.” 

O especialista contou que, no futuro, os fabricantes terão que se ajustar à evolução do vírus. Por isso, é importante manter um portfólio diversificado de vacinas, usando diferentes tecnologias, para possível uso em uma variedade de cenários.  

Paciente no reino Unido recebe vacina da Universidade de Oxford e AstraZeneca
Universidade de Oxford/John Cairns
Paciente no reino Unido recebe vacina da Universidade de Oxford e AstraZeneca

Vacinação 

O representante da OMS afirmou que a vacinação de grupos prioritários já está salvando vidas, mas a escala da imunização é enorme e as campanhas levarão tempo. 

Para Kluge, “o acesso equitativo é um imperativo moral, que mitiga o impacto da pandemia em todos nós, não apenas alguns.” 

Por isso, juntamente com a União Europeia, a OMS lançou esta quinta-feira um programa de € 40 milhões para garantir a implantação das vacinas em seis países: Armênia, Azerbaijão, Belarus, Geórgia, Ucrânia e Moldávia. 

Para a OMS, “a hora de expandir e acelerar a produção de vacinas é agora.” A agência está identificando locais de produção com capacidade suficiente para ajudar na fabricação de componentes de vacinas. 

Para terminar, o chefe da OMS na Europa parabenizou à irmã Andre, uma freira francesa que é a pessoa mais idosa da Europa e celebra 117 anos nesta quinta-feira. 

A irmã Andre sobreviveu à Covid-19 e, segundo Kluge, deu uma lição notável ao mundo quando, durante a doença, estava mais preocupada com seus colegas do asilo do que com a própria vida. 

 

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