OMS diz que é preciso preparação para manter vacinas eficazes 
BR

8 fevereiro 2021

Chefe da agência lembrou que Covid-19 está sofrendo mutações e que imunizações devem precisar ser atualizadas para manter eficácia; no domingo, África do Sul suspendeu distribuição da vacina Oxford-AstraZeneca devido aos resultados de um estudo sobre nova variante.   

A Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu esta segunda-feira que os países produzam e distribuam vacinas contra a Covid-19 o mais rápido possível para proteger as pessoas contra novas variantes. 

Falando a jornalistas em Genebra, o diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, disse que “o surgimento de novas variantes do vírus levantou questões sobre o impacto potencial dessas variantes nas vacinas.” 

África do Sul 

Tedros deu o exemplo da vacina Oxford-AstraZeneca, uma das imunizações que se mostraram eficazes na prevenção de doenças graves, hospitalização e morte por Covid-19. 

Unicef/Michele Spatari/AFP-Services
Pelo menos metade da população mundial ainda precisa de acesso aos serviços essenciais de saúde; gastos extras com saúde levam quase 100 milhões de pessoas à pobreza todos os anos. 

No domingo, a África do Sul anunciou a suspensão temporária dessa vacina depois de um estudo mostrar uma eficácia mínima na prevenção de doenças moderadas causadas por uma variante identificada no país. 

Para Tedros, essa notícia “é claramente preocupante”, mas “existem algumas advertências importantes.” 

Segundo ele, dado o tamanho reduzido da amostra e o perfil jovem e saudável dos participantes, é preciso determinar se a vacina continua sendo eficaz na prevenção de doenças mais graves. 

O chefe da agência disse, no entanto, que esses resultados são um lembrete de que “é necessário fazer tudo o que for possível para reduzir a circulação do vírus.” 

Segundo Tedros, todos tem um papel a desempenhar. Cada vez que alguém decide ficar em casa, para evitar multidões, usar uma máscara ou limpar as mãos, está negando ao vírus a oportunidade de se espalhar e mudar de maneiras que tornam as vacinas menos eficazes. 

ONU/Evan Schneider
Diretor-geral da OMS diz que o mundo tem que se livrar desses estereótipos ao sair da crise de saúde global

Atualização 

Para o chefe da OMS, “parece cada vez mais claro que os fabricantes terão que se ajustar à evolução do vírus, levando em consideração as variantes mais recentes.” 

Ele deu o exemplo das vacinas contra a gripe, que são atualizadas duas vezes por ano para manter sua eficácia contra as cepas dominantes. 

A OMS tem um mecanismo para rastrear e avaliar estas variantes. Agora, a agência está expandindo essa ferramenta para apoiar fabricantes e países sobre mudanças que podem ser necessárias.  

Esta segunda-feira, o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da OMS, Sage, na sigla em inglês, se reuniu para avaliar a vacina Oxford-AstraZeneca. Nos próximos dias, a agência deve publicar uma decisão sobre a inclusão dessa imunização na lista de uso de emergência.  

 

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