Projeto da FAO melhora gestão da vida selvagem e segurança alimentar na África Austral 
BR

7 fevereiro 2021

Iniciativa acontece na área de conversação transfronteiriça de Okavango-Zambeze, que abranje Angola, e visa criar políticas de promoção do desenvolvimento de comunidades de conservação e caça sustentável; projeto insere-se na Organização da Iniciativa dos Estados Africanos, Caribenhos e Pacíficos e está alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

 

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO, e a Agência Francesa de Desenvolvimento, AFD, lançaram um projeto de € 3.5 milhões para melhorar a gestão sustentável dos animais selvagens e segurança alimentar na maior área transfronteiriça de conservação terrestre do mundo.

A Área de Conservação de Kavango-Zambezi estende-se pela Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabué.  Todos os anos, é destino de migração em larga escala de várias espécies animais e é onde 50% da população total dos elefantes Africanos podem ser encontrados.

Megafauna

A área abriga também comunidades rurais pobres que dependem da agricultura, pesca e caça para o sustento. Nem sempre conseguem alcançar este objetivo devido, em parte, a chuva irregular e seca frequente.

FAO/Estevão Benedito
Angola faz parte da área de intervenção da iniciativa que vai criar políticas de promoção do desenvolvimento de comunidades

Através do programa de Gestão Sustentável da Vida Selvagem, o projeto vai, em parceria com os governos do Botswana e Namíbia, mitigar as ameaças de caça insustentável em algumas áreas, o fecho e a fragmentação dos habitats. As práticas podem vedar os animais dos recursos necessários à sua sobrevivência e incluem a caça furtiva e o abate indiscriminado devido ao conflito com homens.

Biodiversidade

Para o Diretor Florestal da FAO, Mette Wilkie, “com o projeto, pretende-se beneficiar a vida selvagem e os ecossistemas na Área de Conservação, e a resiliência das comunidades que deles dependem, pelo menos, para alimentação e renda”. 

O foco do projeto é desenvolver uma rede comunitária de conservação e de organizações baseadas na comunidade, e ajudar na gestão dos territórios comunitários. A ideia é garantir uma conservação e uso sustentável dos recursos naturais, preservando os meios de subsistência locais.

Unep Grid Arendal/Peter Prokosch
Entre 2010 e 2012, 100 mil elefantes foram mortos por seu marfim na África.

A Namíbia dispõe de uma rede de 86 comunidades de conservação, que juntos cobrem 20% do país e albergam cerca de 230 mil pessoas. Em 2018, ações de conservação contribuíram com mais de US$ 10 milhões na renda, remuneração e alimentação. Os benefícios reverteram US$ 62 milhões a favor do tesouro público e criar mais de 5,3 mil empregos. 

Meta

No Botswana, o projeto é implementado com o apoio técnico da Wild Entrust Africa, e na Namíbia, do Fundo Mundial da vida selvagem. As zonas de intervenção são a área dispersa de Khaudum-Ngamiland, a Região de Zambezi e os arredores do Parque Nacional de Khaudum nos dois países respetivamente.

Na Zâmbia e Zimbabué, uma abordagem semelhante, participativa e baseada nos direitos das comunidades está sendo promovida pelo Programa de Gestão Sustentável dos animais selvagens. A meta é a criação de políticas direcionadas a promoção do desenvolvimento de comunidades de conservação, caça sustentável e reforço dos quadros legal e institucional.

 

*De Bissau para a ONU News, Amatijane Candé.

 

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