António Guterres recebe Prêmio Zayed de Fraternidade Humana
BR

4 fevereiro 2021

Secretário-geral divide distinção com Latifa ibn Ziaten, uma ativista franco-marroquina que luta contra radicalização de jovens; chefe da ONU doou sua parte do prêmio, US$ 500 mil, para a Agência da ONU para Refugiados.
 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, recebeu esta quinta-feira o Prêmio Zayed de Fraternidade Humana. 
O chefe da ONU dividiu a distinção com Latifa ibn Ziaten, uma ativista franco-marroquina. Guterres doou sua parte do prêmio, US$ 500 mil, para a Agência da ONU para Refugiados, Acnur.

Honra

O reconhecimento é promovido pelo sheikh Mohammed bin Zayed, dos Emirados Árabes Unidos, com apoio do papa Francisco e do grande imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb.

Foto ONU/Rein Skullerud
Secretário-geral com o Papa Francisco no Vaticano, em Roma

Em nota, António Guterres disse que era uma honra receber a distinção. Para ele, isso “é também o reconhecimento do trabalho das Nações Unidas para promover a paz e a dignidade humana todos os dias e em todos os lugares.”

O chefe da ONU também deu os parabéns à outra premiada, afirmando que “seus esforços para apoiar os jovens e promover a compreensão mútua, decorrentes de uma imensa tragédia pessoal, conquistaram admiradores em casa e fora dela.”

Latifa ibn Ziaten é mãe de Imad ibn Ziaten, um soldado que foi assassinado por terroristas em Toulousse, na França, em 2012. Depois da morte do filho, a ativista criou uma associação para contar sua história e combater a radicalização de jovens.

Crise 

No pronunciamento, o secretário-geral afirmou que “discriminação, racismo e violência extremista estão aumentando em todo o mundo.”

Para Guterres, a pandemia de Covid-19, a crise econômica, a emergência climática e ameaças à paz significam que “unidade e solidariedade são mais importantes do que nunca.”

Segundo o chefe da ONU, “não deve haver espaço para o ódio no futuro que se está construindo.” Ele diz que esse é o espírito dos esforços pioneiros do papa Francisco e do grande imã de Al-Azhar, que tentam avançar o diálogo inter-religioso e promover uma humanidade comum. 

Guterres disse ainda que o prêmio é uma inspiração para continuar esse trabalho vital.

A decisão do secretário-geral de doar os US$ 500 mil para o Acnur foi para “apoiar os esforços indispensáveis para proteger os membros mais vulneráveis da família humana, os deslocados à força.” 

 

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