Zona de Comércio Continental Africano abre portas com adesão de mais cinco países 
BR

2 fevereiro 2021

Parceria da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África e a Comissão da União Africana aprofundam a integração comercial no continente; Comissário do Bloco Regional realça engajamento político da liderança Africana na realização dos objetivos.

Mais cinco países pretendem ratificar o Acordo da Zona de Comércio Livre Continental Africano, juntando-se às 35 nações que já depositaram seus instrumentos de ratificação.

O Acordo é implementado pela Comissão Econômica da ONU para a África, ECA, em parceria com a Comissão da União Africana.  

Empenho

A manifestação de interesse da Zâmbia, Tanzânia, Somália, Argélia e Marrocos foi tornada pública pelo Comissário da União Africana para o Comércio, Albert Muchanga, durante uma conferência de investimento.

Muchanga destacou a vontade política demostrada pela liderança do continente em atingir a meta e disse ter garantias seguras que em devido momento os países vão depositar seus instrumentos de ratificação.

Acordo deve melhorar comércio no continente africano
Banco Mundial/Rob Beechey
Acordo deve melhorar comércio no continente africano

O Acordo visa criar a maior área mundial de comércio livre, aprofundar a integração comercial africana e acredita-se que possa inaugurar uma nova era de desenvolvimento no continente.

A iniciativa vai congregar mais de 1.2 bilhão de pessoas com um PIB estimado em mais de US$ 2.5 trilhões.

Adesão

A ação iniciou a 1 de janeiro deste ano depois de ter sido adiada por seis meses, no ano passado, devido à Covid-19. O tratado foi assinado por todos os países Africanos exceto a Eritreia.

O acordo entrou em vigor a 30 de maio de 2019, ou seja, 13 meses depois da sua assinatura quando 22 Estados o ratificaram. O número era o mínimo necessário para que o tratado pudesse produzir efeito, disse Muchanga. Ele atribuiu ainda a conquista a um elevado comprometimento político dos chefes de estado e governo do continente.  

Entrada em vigor do comércio livre foi adiada devido à Covid-19
FAO
Entrada em vigor do comércio livre foi adiada devido à Covid-19

A Comissão Económica da ONU para a África tem vindo a trabalhar com a Comissão da União Africana e Estados-membros para aprofundar a integração comercial do continente e implementar o acordo de forma efetiva através de advocacia política e desenvolvimento de estratégia nacional.

A ECA trabalha também em estreita colaboração com o Centro de Comércio Internacional, ITC, a Conferência da ONU sobre o Comércio e Desenvolvimento, Unctad, e vários especialistas independentes. A ação de implementação é financiada pela União Europeia.

O Acordo visa criar a maior área mundial de comércio livre, aprofundar a integração comercial africana e acredita-se que possa inaugurar uma nova era de desenvolvimento no continente.

A iniciativa vai congregar mais de 1.2 bilhão de pessoas com um PIB estimado em mais de US$ 2.5 trilhões.

*De Bissau para a ONU News, Amatijane Candé.

 

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