Unaids pede à Venezuela que liberte cinco trabalhadores humanitários
BR

29 janeiro 2021

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids disse que está “profundamente preocupado” com a detenção dos integrantes da ONG Azul Positivo pela polícia militar em 12 de janeiro.

Uma agência da ONU pediu que cinco trabalhadores da Organização Não-Governamental Azul Positivo sejam postos em liberdade na Venezuela.

Os funcionários: Johán León Reyes, Yordy Bermúdez, Layners Gutiérrez Díaz, Alejandro Gómez Di Maggio and Luis Ferrebuz foram detidos pela polícia militar venezuelana em 12 de janeiro.

Foto Unaids
A ONG Azul Positivo foi criada em 2004 para atuar na prevenção do vírus da Aids

Financiamento

Os trabalhadores humanitários foram presos durante uma batida policial. No incidente, os documentos da ONG foram apreendidos assim como equipamentos do local. 

Foi a segunda vez, em dois meses, que uma entidade humanitária foi vasculhada por forças de segurança e teve seus empregados questionados a respeito de financiamento recebido do exterior.

O apelo pela libertação é do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, que coopera com a ONG no país. A chefe do Unaids, Winnie Byanyima, também disse que o equipamento confiscado durante a prisão deve ser retornado aos donos.

Ela lembrou que uma sociedade civil forte e autônoma desempenha um papel central na provisão de serviços às pessoas mais carentes e é fundamental no avanço do combate ao HIV, na Venezuela.

Foto: Unicef/Velasquez
Um garoto pede esmola nas ruas de Caracas, capital da Venezuela.

Impacto positivo

A ONG Azul Positivo foi criada em 2004 para atuar na prevenção do vírus da Aids, no estado de Zulia. Segundo a agência da ONU, a ONG tem um impacto positivo na luta contra o HIV.

No comunicado, o Unaids afirmou que quer continuar a cooperar com as agências humanitárias do país no combate à doença assim como com as autoridades locais. 

A agência atua com as comunidades e a sociedade civil para garantir o acesso das pessoas com HIV ao tratamento, além de apoiar ações de prevenção e suporte.

Para o Unaids é importante frisar que todas as pessoas que vivem com HIV devem ter seus direitos protegidos.

Foto: ONU/ Jean-Marc Ferré
Escritório de Direitos Humanos da ONU

Relatora especial

E numa nota separada, a especialista em direitos humanos sobre medidas coercivas e unilaterais avisou que visitará a Venezuela na segunda-feira.

Alena Douhan disse que ficará no país até 12 de fevereiro para analisar o impacto das sanções unilaterais sobre os direitos humanos.

A relatora se reunirá com representantes do governo venezuelano, do Parlamento, do Judiciário e representantes da sociedade civil além de diplomatas que servem no país.

Ela deve apresentar o relatório sobre a visita ao Conselho de Direitos Humanos, em setembro. 
 

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud

 

Rastreador de notícias: últimas sobre o tema

Nações Unidas profundamente preocupada com ataques crescentes na Venezuela

Porta-voz do Escritório de Direitos Humanos disse que violência a entidades da sociedade civil, defensores de direitos humanos e jornalistas tem aumentado; incidente de 12 de janeiro foi o segundo em dois meses contra uma ONG humanitária.

ONU lamenta morte de 21 venezuelanos em naufrágio no Caribe

Em comunicado, alta comissária de direitos humanos, Michelle Bachelet, disse que esta é uma das maiores perdas de vida de refugiados e migrantes da Venezuela a caminho de Trinidad e Tobago; grupos de busca e resgate estão no local.