Região das Américas ultrapassa 1 milhão de mortos por Covid-19 
BR

29 janeiro 2021

Mais de 44 milhões de pessoas já foram infectadas, incluindo 2 milhões na semana passada; economistas do FMI pedem ações governamentais decisivas para distribuição rápida e abrangente de vacinas. 

Esta semana, a região das Américas ultrapassou a marca de 1 milhão de mortes causadas pela Covid-19.  

Falando a jornalistas, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, disse que “o peso dessa perda é incalculável”. Mais de 44 milhões de pessoas foram infectadas até o momento. 

Porto de Manaus, Brasil
Porto de Manaus, Brasil. Foto: FMI/Raphael Alves

Profissionais de saúde 

Segundo Carissa Etienne, “as cicatrizes e as lições desta pandemia permanecerão”. 

Ela disse que a Covid-19 “trouxe uma crise tripla à região, arrasando sistemas de saúde, fraturando proteção social e desestabilizando economias.” 

Etienne chamou os profissionais de saúde de heróis. Embora os dados sejam limitados, mais de 1 milhão foram contaminados pelo vírus, que matou pelo menos 4 mil agentes de saúde, a maioria mulheres.  

A chefe da Opas destacou o caso da farmacêutica bioquímica brasileira, Rosemary Costa Pinto, que chefiava a Fundação de Vigilância em Saúde do estado do Amazonas. Segundo ela, o esforço dela e de outros profissionais na linha de frente “não serão esquecidos.” 

Regiões 

Etienne descreveu a situação em várias regiões, desde a América do Norte, que tem o maior número de casos, ao Caribe, onde alguns países vivem uma rápida aceleração dos casos. Também destacou uma diminuição na maioria dos países da América Central. 

Na América do Sul, as hospitalizações aumentaram em grande parte da região, incluindo na Colômbia, Chile e Peru. Etienne disse ainda que “a situação no Brasil é particularmente preocupante.” 

A chefe da agência também destacou a crise de saúde mental, marcada pelo medo, depressão, isolamento e perdas, afirmando que 29 países relataram interrupções nos serviços de saúde mental. 

Prioridades 

Evento conta com a colaboração de instituições ligadas à divulgação científica
Chefe da Opas destacou importância de distribuíção das vacinas pelos governos, Unicef/Fauzan Ijazah

Etienne destacou o impacto econômico da crise. Hoje, mais 16 milhões de pessoas vivem na pobreza, em comparação com o início da pandemia. O aumento dos preços dos alimentos também coloca milhões de pessoas em risco de passar fome. 

À medida que as vacinas são lançadas nos próximos meses, a Opas pede que os Estados-membros priorizem pessoas com maior risco de doenças graves, como idosos, e profissionais de saúde, para que se possa reduzir a demanda nos hospitais. 

Enquanto as doses de imunização são limitadas, Carissa Etienne disse que é preciso concentrar na prevenção de novas infecções para manter o vírus sob controle.  

Vacinas 

Também esta semana, especialistas do Fundo Monetário Internacional, FMI, afirmaram que “ações governamentais decisivas são necessárias para garantir implementações rápidas e abrangentes de vacinas.” 

Segundo o artigo de opinião assinado por quatro economistas, incluindo Vitor Gaspar, “a cooperação global na produção e distribuição ampla de tratamentos e vacinas a todos os países a baixo custo é crucial.” 

Eles dizem que a vacinação é um bem público global, que salva vidas e, eventualmente, economizará o dinheiro dos contribuintes em todos os países. 

Para os especialistas, “quanto mais cedo a pandemia global terminar, mais rapidamente as economias podem voltar ao normal e as pessoas precisarão de menos apoio governamental.” 

 

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