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Ponte destruída após ciclone dificulta acesso de ajuda alimentar em Moçambique BR

Uma funcionária humanitária do WFP) está de costas para a câmera, de frente para uma fila de mulheres e crianças usando máscaras faciais e aguardando em uma área coberta.
PMA/Rafael Campos O PMA em Moçambique informou que está coordenando ações com outras agências da ONU e autoridades locais para chegar mais rapidamente aos afetados pelo ciclone

Ponte destruída após ciclone dificulta acesso de ajuda alimentar em Moçambique

Ajuda humanitária

Chefe do Programa Mundial de Alimentos em Sofala, PMA, Espínola Caribe, disse que equipe teve que esperar três dias para atravessar; ele contou à ONU News, em Maputo, que agência realiza mapeamento dos deslocados para chegar o mais rapidamente a quem precisa.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, em Moçambique informou que está coordenando ações com outras agências da ONU e autoridades locais para chegar mais rapidamente aos afetados pelo ciclone Eloíse que atingiu a região central do país, no fim de semana.

Pelo menos 250 mil pessoas foram atingidas pelo rastro de destruição que inviabilizou o acesso a 48 estradas e danificou 74 hospitais.

Vista aérea das consequências do ciclone Eloise em Beira, Moçambique, mostrando edifícios danificados e um grande pátio de contêineres. Um veículo do Programa Mundial de Alimentos (WFP) é visível em primeiro plano.
PMA/Rafael Campos Cidade da Beira foi uma das mais afetadas pela passagem do ciclone tropical Eloíse

Famílias

O chefe do PMA em Sofala, Espínola Caribe, falou à ONU News sobre a dificuldade que a equipe teve de acessar zonas mais remotas. Com uma das pontes destruídas, o pessoal da agência teve que esperar três dias para chegar a algumas localidades.

“Tivemos um grupo nosso de caminhões que ficaram bloqueados durante três dias de Dondo para Muanza porque uma das pontes ficou destruída pelo ciclone. Estamos a mobilizar esforços para assegurar a comida respondendo as pessoas afetadas, ninguém, ninguém vai para cama sem comer”

Para Caribe, os dados são preliminares, porém há necessidade de mapeamento com vista a garantir o registro das famílias e apoio humanitário.

“Disponibilizamos também três viaturas para apoiar o esforço do governo para o levantamento de danos causados e iniciamos o registro das famílias deslocadas nos centros temporários de alojamento aqui na cidade da Beira vamos iniciar assistência alimentar as pessoas nos 14 centros estabelecidos na cidade da beira, no total são 36 centros na província de Sofala albergando 15.520 pessoas.”

Equipes de socorro e pessoas aguardando em fila ao ar livre por ajuda após a passagem do ciclone Eloise em Beira, Moçambique.
PMA/Rafael Campos Várias agências das Nações Unidas trabalham para responder as necessidades urgentes das famílias afetadas pelo ciclone Eloíse

Várias agências das Nações Unidas trabalham para responder as necessidades urgentes das famílias afetadas. Alimentos, artigos de higiene são algumas das prioridades.

A chefe do Sistema ONU no país, Myrta Kaulard, afirmou que mais efeitos devem ser sentidos com o impacto do ciclone sobre colheitas esperadas para abril. 
 
De Maputo para ONU News, Ouri Pota