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OMS: Europa pode mostrar flexibilidade ao administrar duas doses da vacina contra Covid-19  BR

Acnur tem defendido a inclusão de refugiados, deslocados internos e apátridas através da Covax, a iniciativa global que reúne governos e fabricantes
Universidade de Oxford/John Cairns Acnur tem defendido a inclusão de refugiados, deslocados internos e apátridas através da Covax, a iniciativa global que reúne governos e fabricantes

OMS: Europa pode mostrar flexibilidade ao administrar duas doses da vacina contra Covid-19 

Saúde

Eficácia da imunização da Pfizer & BioNTech com segunda dose aplicada mais de 21 dias após a primeira não foi testada; Organização Mundial da Saúde diz que países precisam tomar decisão que seja segura entre estoque disponível e necessidade de proteger o número máximo de pessoas.  

Os países europeus que estão lançando a vacina Pfizer-BioNTech contra a Covid-19 podem ser flexíveis no espaço de tempo da aplicação entre a primeira e a segunda dose da imunização. 

A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo diretor da Organização Mundial da Saúde, OMS, para a Europa, Hans Kluge.  

Nesse momento, mais de 30 nações estão imunizando suas populações de alto risco
Mais de 30 nações estão imunizando suas populações de alto risco, University of Oxford/John Cairns

Compromisso 

Nesse momento, alguns países tentam contornar o baixo estoque de vacinas estendendo o período entre as doses. 

Falando a jornalistas, em Genebra, Hans Kluge afirmou que é importante encontrar um equilíbrio entre os suprimentos limitados e a necessidade de vacinar um número grande de pessoas. 

Kluge disse que “é importante que essa decisão represente um compromisso seguro entre a capacidade de produção e a obrigação dos governos de proteger o maior número possível de pessoas, reduzindo a carga para os sistemas de saúde.”

Segundo a OMS, a Pfizer e a BioNTech não testaram a eficiência da vacina com mais de 21 dias entre as duas aplicações. 

Variante 

A Europa apresentou a segunda maior queda, com 85%
A variante B117 foi identificada no Reino Unido e relatada à OMS em 14 de dezembro, FMI/Jeff Moore

Até o momento, 22 países da região europeia detectaram uma nova variante da Covid-19. 

Kluge contou que essa variante é "preocupante", pois aumentou a transmissão. A OMS afirma que a mutação não afeta a vacina nem tem maior índice de letalidade. 

A variante, no entanto, continua se espalhando por todas as faixas etárias. A OMS acredita que essa nova forma do vírus pode acabar substituindo outras linhagens, como já está acontecendo no Reino Unido e na Dinamarca. 

Para o diretor regional, isso deve causar o alarme porque haverá um maior impacto nas unidades de saúde, já sob pressão tremenda pressão.  

Em 2020, a Região Europeia da OMS teve mais de 26 milhões de casos confirmados e mais de 580 mil mortes.  

Nesse momento, quase metade de todos os países e territórios na Europa têm uma incidência de 150 novos casos por 100 mil habitantes a cada semana. Cerca de 25% tiveram um aumento de mais de 10% nas últimas 2 semanas.