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RCA: situação “relativamente calma” após resultados provisórios de eleição   BR

Soldados de paz da MINUSCA da ONU em veículos blindados patrulham uma estrada de terra em Bangassou, República Centro-Africana.
Minusca Soldado de paz de Ruanda, que atuava nas forças da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca

RCA: situação “relativamente calma” após resultados provisórios de eleição  

Paz e segurança

Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca, fala em combatentes armados em Bangassou, onde patrulhas tentam proteger civis; segundo agências de notícias, president Faustin Archange Touadera ganhou votação de 27 de dezembro. 

A Missão da ONU na República Centro Africana, Minusca, disse que a situação de segurança na capital do país, Bangui, permanece relativamente calma.   

Na segunda-feira, a Autoridade Eleitoral Nacional anunciou os resultados provisórios das eleições de 27 de dezembro, que teriam sido vencidas pelo presidente Faustin Archange Touadera, segundo agências de notícias. 

Dois homens com coletes azul-claros carregam urnas eletrônicas e uma sacola com papéis durante as eleições presidenciais de 27 de dezembro de 2020 na República Centro-Africana.
Trabalhadores carregam urnas de voto nas eleiçoes de 27 de dezembro, Minusca/Leonel Grothe

Segurança 

A Minusca informou que existem combatentes armados na cidade de Bangassou, mas as forças de paz da missão estão patrulhando a área. 

Na segunda-feira, o subsecretário-geral das Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, juntamente com altos funcionários da União Africana, da Comissão Económica dos Estados da África Central, Cedeao, e da União Europeia foram informados do resultado. 

Em declaração conjunta, eles lembraram que o Tribunal Constitucional do país irá proclamar os números finais e apelaram a todos os atores políticos para que respeitem as decisões do Tribunal. 

Os altos funcionários afirmaram que os cidadãos centro-africanos “demonstraram a sua determinação em exercer o seu direito de voto, apesar dos muitos obstáculos” e reiteraram seu apelo para que as disputas se resolvam pacificamente e de acordo com a lei. 

Quatro soldados de paz zambianos, fardados da ONU , conversam com uma família local durante uma patrulha em Birao, MINUSCA, em 5 de fevereiro de 2020.
Boinas-azuis da Minusca realizando patrulha, Foto ONU/Herve Serefio

Eles exortaram também o governo nacional e toda a classe política a “favorecer um diálogo político inclusivo, aberto, construtivo e credível para promover a estabilidade nacional.” 

Divisão 

As autoridades condenaram “veementemente os discursos e declarações de desinformação, ódio e incitamento à violência, bem como a violência perpetrada por certos grupos armados com o objetivo de comprometer o processo eleitoral.” 

Eles destacaram ainda violações do Acordo de Paz cometidas por grupos armados e pediram que todas as partes honrem seus compromissos. 

Lacroix e os outros representantes pediram ainda o relançamento do processo de paz, com destaque para prestação de contas porque “a impunidade não é uma opção viável.”