3 janeiro 2021

Subsecretária-geral e conselheira especial do chefe da organização explica importância de contato estratégico e humanitário; resposta à pandemia no continente inclui ajustar e combinar esforços ao combate às desigualdades. 

Altos funcionários das Nações Unidas realizaram no final de 2020 uma deslocação solidária ao continente africano, que realçou o apoio à região em meio à pandemia. 

Na África Ocidental e no Sahel, a vice-secretária-geral, Amina Mohammed, e dezenas de representantes reiteraram a presença de agências, fundos e programas que formam o Grupo de Desenvolvimento Sustentável.  

Recuperação  

Diversas iniciativas foram anunciadas para apoiar mulheres e populações em situação de fragilidade. As áreas visitadas concentram mais de 200 mil infecções e pelo menos 2,8 mil mortes por Covid-19.  

ONU/Daniel Getachew
Vice-secretária-geral Amina J. Mohammed destaca importância de diálogo entre gerações

 

A conselheira do secretário-geral das Nações Unidas para África, Cristina Duarte, contou à ONU News porque considera imperativo manter contacto direto com nações africanas em momento de recuperação.  

Liderança  

“Esta visita era quase como uma obrigação moral. Depois de 2020, com a Covid-19 e todos os problemas não só sociais, económicos e psicológicos, obrigou as famílias em curto espaço de tempo a adotar estratégias de adaptação e de ajustamento. Foi complicado. Era difícil que um dos primeiros níveis de liderança do sistema das Nações Unidas não visitasse o terreno antes do fim de 2020. Do ponto de vista estratégico e do ponto de vista humanitário era difícil não o fazer.   

A vice-secretária-geral  promoveu a retoma socioeconómica, ao mesmo tempo que incentivou a igualdade de género e resiliência. Mas a ação climática e o auxílio de emergência também foram o centro dos contactos.  

Cristina Duarte explicou os pilares da viagem. 

ONU News
Nova conselheira do secretário-geral da ONU, Cristina Duarte ocupou cargos no governo de Cabo Verde.

 

“Ela basicamente levou três grandes pilares na bagagem: o primeiro prestar solidariedade aos países e equipes das Nações Unidas que estiveram no terreno corpo a corpo e dia a dia a tentar apoiar os governos nesta luta. Mas também ela levou na bagagem os ingredientes necessários para permitir iniciar mais depressa possível o pensar o futuro, em termos de recuperar, em termos do build back better. Mas também ela levou em sua bagagem, como o terceiro pilar, que lições tiramos deste 2020? O que funcionou? O que temos de fazer melhor? Onde é que temos que melhorar em termos de sistema das Nações Unidas e das suas prestações África?  

Impacto 

Duarte também citou a necessidade de se ajustar a atuação da ONU em temas como coerência, coordenação e interação com as lideranças africanas.  

Em momento de recuperação da crise de saúde, os altos funcionários da organização destacaram como veem sendo adaptadas as operações para apoiar os planos de resposta africanos. 

As Nações Unidas têm realçado que esses novos componentes estarão em foco na nova normalidade, ao mesmo tempo que se abordam as desigualdades no continente como parte da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável. 

 

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