28 dezembro 2020

Proteção e segurança de 100 mil refugiados foi uma das maiores preocupações das agências de auxílio; passos seguintes após entrega alimentar incluem apoio com proteção, abrigo, cuidados médicos e escolas. 

Agências humanitárias entregaram alimentos para um mês a mais de 25 mil refugiados eritreus vivendo em dois acampamentos na região de Tigray, na Etiópia. A área do extremo norte do país está sendo alvo de combates entre tropas regionais e forças do governo federal desde o início de novembro. 

A distribuição confirmada esta segunda-feira foi possível graças à parceria entre o Programa Mundial de Alimentos, PMA, a Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, e a Agência da Etiópia para Refugiados e Repatriados, Arra. 

Proteção e segurança 

A questão da proteção e segurança dos refugiados eritreus na Etiópia tem sido uma das mais levantadas durante o conflito em apelos da ONU e de entidades internacionais.  

Acnur/Will Swanson
ONU quer retomar serviços de proteção e garantir acesso a necessidades básicas

 

Cerca de 100 mil cidadãos da Eritreia viviam há anos em acampamentos administrados pela organização em Tigray.  

A entrega do lote de auxílio foi realizada em coordenação com as autoridades federais. Um comboio de 18 caminhões transportou 250 toneladas de mistura de milho e soja, grãos, legumes e óleo vegetal para o acampamento de Mai Ayni.  

Outras cerca de 240 toneladas de alimentos foram entregues a refugiados vivendo em Adi Harush. 

Salvação 

O representante do PMA na Etiópia expressou satisfação com o novo reabastecimento de alimentos. O último ocorreu em meados de outubro com suprimentos suficientes para dois meses.  

Steven Were Omamo disse que os refugiados desses locais “dependem de auxílio alimentar para sobreviver, e que manter uma entrega de suprimentos consistente é uma tábua de salvação.” 

Acnur/Hazim Elhag
Refugiados etíopes que fogem de confrontos na região de Tigray, no norte do país, descansam e cozinham perto do centro de recepção Hamdayet do Acnur, após cruzarem para o Sudão.

Ao descrever as distribuições até 23 de dezembro, a representante do Acnur na Etiópia, Ann Encontre, disse que havia “famílias, mulheres, homens, crianças até mesmo recém-nascidas privadas de suprimentos e serviços essenciais por semanas.” 

Tranquilidade 

Realçando a urgência da distribuição, Encontre acrescentou que a atual meta é garantir que a mesma ação decorra de forma tranquila nos acampamentos restantes. 

Outro objetivo é retomar os serviços de proteção e garantir o acesso a necessidades básicas como abrigo, cuidados médicos e escolas o mais rápido possível. 

Unfpa/Sufian Abdul-Mouty
Refugiados recém-chegados de Tigray, na Etiópia, trazem suprimentos para abrigo no campo de Raquba, em Kassala, no Sudão

 

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