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Refugiados etíopes atravessam o rio Tekeze em um barco no posto fronteiriço de Hamdayet, no Sudão. Um grupo de homens, incluindo algumas crianças, embarca em um pequeno barco superlotado na água rasa para fugir do conflito em Tigray.

Cerca de um quarto de eritreus vivendo em Tigray recebem ajuda humanitária  BR

Acnur/Hazim Elhag Refugiados etíopes fugindo de confrontos na região de Tigray cruzam a fronteira com Hamdayet, NO Sudão, sobre o rio Tekeze.

Cerca de um quarto de eritreus vivendo em Tigray recebem ajuda humanitária 

Ajuda humanitária

Proteção e segurança de 100 mil refugiados foi uma das maiores preocupações das agências de auxílio; passos seguintes após entrega alimentar incluem apoio com proteção, abrigo, cuidados médicos e escolas. 

Agências humanitárias entregaram alimentos para um mês a mais de 25 mil refugiados eritreus vivendo em dois acampamentos na região de Tigray, na Etiópia. A área do extremo norte do país está sendo alvo de combates entre tropas regionais e forças do governo federal desde o início de novembro. 

A distribuição confirmada esta segunda-feira foi possível graças à parceria entre o Programa Mundial de Alimentos, PMA, a Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, e a Agência da Etiópia para Refugiados e Repatriados, Arra. 

Proteção e segurança 

A questão da proteção e segurança dos refugiados eritreus na Etiópia tem sido uma das mais levantadas durante o conflito em apelos da ONU e de entidades internacionais.  

Sagata, uma refugiada etíope de 45 anos, natural de Bakher, na região de Tigray, aguarda no centro de acolhimento fronteiriço de Hamdayet, no Sudão, para ser transferida para o campo de Um Rakuba. Ela reencontrou o marido e os filhos após cruzar a fronteira.
Acnur/Will Swanson ONU quer retomar serviços de proteção e garantir acesso a necessidades básicas

 

Cerca de 100 mil cidadãos da Eritreia viviam há anos em acampamentos administrados pela organização em Tigray.  

A entrega do lote de auxílio foi realizada em coordenação com as autoridades federais. Um comboio de 18 caminhões transportou 250 toneladas de mistura de milho e soja, grãos, legumes e óleo vegetal para o acampamento de Mai Ayni.  

Outras cerca de 240 toneladas de alimentos foram entregues a refugiados vivendo em Adi Harush. 

Salvação 

O representante do PMA na Etiópia expressou satisfação com o novo reabastecimento de alimentos. O último ocorreu em meados de outubro com suprimentos suficientes para dois meses.  

Steven Were Omamo disse que os refugiados desses locais “dependem de auxílio alimentar para sobreviver, e que manter uma entrega de suprimentos consistente é uma tábua de salvação.” 

Refugiados etíopes descansam e preparam refeições perto do centro de acolhimento do ACNUR em Hamdayet, após cruzarem a fronteira para o Sudão.
Acnur/Hazim Elhag Refugiados etíopes que fogem de confrontos na região de Tigray, no norte do país, descansam e cozinham perto do centro de recepção Hamdayet do Acnur, após cruzarem para o Sudão.

Ao descrever as distribuições até 23 de dezembro, a representante do Acnur na Etiópia, Ann Encontre, disse que havia “famílias, mulheres, homens, crianças até mesmo recém-nascidas privadas de suprimentos e serviços essenciais por semanas.” 

Tranquilidade 

Realçando a urgência da distribuição, Encontre acrescentou que a atual meta é garantir que a mesma ação decorra de forma tranquila nos acampamentos restantes. 

Outro objetivo é retomar os serviços de proteção e garantir o acesso a necessidades básicas como abrigo, cuidados médicos e escolas o mais rápido possível. 

Refugiados caminham com suprimentos em um acampamento árido.
Unfpa/Sufian Abdul-Mouty Refugiados recém-chegados de Tigray, na Etiópia, trazem suprimentos para abrigo no campo de Raquba, em Kassala, no Sudão