FAO precisa de US$ 40 milhões para acelerar ações contra gafanhoto do deserto   
BR

17 dezembro 2020

Meta é evitar risco de nuvens de insetos na África Oriental e no Iêmen em 2021; infestação pode afetar mais 3,5 milhões de pessoas se nada for feito; especialistas identificam focos de gafanhotos ameaçando novos ataques.  

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, precisa de US$ 40 milhões para intensificar suas operações contra o gafanhoto do deserto na África Oriental e no Iêmen já no próximo ano. 

A quantia deverá ajudar a aumentar vigilância e controle nos países mais afetados que incluem Etiópia, Quênia, Somália e Sudão.

Pragas  

Em comunicado, a agência da ONU diz que sem fundos extras, os esforços de controle podem baixar ou parar a partir do final do próximo mês. Potencialmente, a situação permitiria o aumento do número de pragas que devoram safras em vários lugares. 

Vídeo de arquivo:

A FAO afirma que os agricultores precisam de mais apoio assim como é necessário fortalecer monitoramento e resposta nos países. 

Especialistas dizem que nuvens de gafanhotos de uma nova geração ameaçam áreas agrícolas, pastoris e a segurança alimentar de milhões de pessoas nas áreas afetadas. Este ano, a agência destaca ter havido intensos esforços para controlar a praga. 

O comunicado alerta para a iminência de novas nuvens ameaçando invadir o norte do Quênia. A reprodução também está em andamento no Mar Vermelho, ameaçando a Eritreia, a Arábia Saudita, o Sudão e o Iêmen. 

Insegurança  

Estima-se que 35 milhões de pessoas já estejam enfrentando insegurança alimentar aguda nos cinco países. Este número poderá subir 10% se nada for feito para controlar o recente surto. 

© FAO/Haji Dirir
Invasão de gafanhotos do deserto que estão dizimando as plantações na Somália.

 

Com as operações, a agência ajuda a evitar a perda de cerca de 2,7 milhões de toneladas de cereais. A quantidade custa US$ 800 milhões em países já duramente atingidos pela insegurança alimentar aguda e pela pobreza. 

A FAO estima que o montante total serviria para alimentar 18 milhões de pessoas por ano. 

Campanha  

Em 2020, a agência ajudou a tratar mais de 1,3 milhão de hectares de locais infestados por gafanhotos em 10 países. A operação teve apoio internacional e uma campanha. 

A preocupação da agência é com o efeito das recentes condições climáticas e chuvas sazonais que causaram a procriação extensiva no leste da Etiópia e na Somália. A situação se agravou com o ciclone Gati, que no mês passado causando inundações no norte do país e gerando infestações pelos próximos meses. 

© FAO/Sven Torfinn
Gafanhotos do deserto que se alimentam de colheitas no condado de Kitui, no Quênia.

 

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