OMS lista público prioritário para vacinas e elogia estudos de soroprevalência da Covid-19
BR

8 dezembro 2020

 Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus, diz que agentes de saúde e idosos devem estar na frente da fila; estudos realizados em 60 países indicam que maioria da população mundial está sob risco de contrair o vírus; soroprevalência revela duração da imunidade de quem for vacinado e de quem contraiu a doença.
 

Com a chegada das doses de vacina contra a Covid-19 a cada vez mais países, nas próximas semanas, especialistas da Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmam que as pessoas com maior necessidade de imunização precisam ser priorizadas.

Em entrevista a jornalistas, na sede da OMS, em Genebra, o chefe da agência, Tedros Ghebreyesus, também citou a importância dos estudos de soroprevalência para revelar a duração da imunidade de quem contraiu ou foi vacinado contra a Covid-19.

OMS/Christopher Black
Tedros Ghebreyesus disse que a agência já atua com cientistas do Reino Unido e da África do Sul

Risco

Ele informou que centenas de estudos estão sendo realizados, e que pelo menos 60 países, a maioria de rendas média e baixa, já fizeram a pesquisa.

Tedros lembrou que muitas pessoas estão sendo infectadas, mas não demonstram qualquer sintoma. Segundo o chefe da OMS, os estudos são geralmente consistentes ao revelar a resposta dos anticorpos em diferentes grupos com o passar do tempo.

Ele afirmou que o que as pesquisas têm mostrado é que a maioria da população mundial ainda corre risco de ser contaminada pelo vírus.

Ao comentar a ordem de prioridade sobre quem deve ser imunizado, Tedros colocou os trabalhadores de saúde na linha de frente pelo maior risco de serem contaminados.

Universidade de Oxford/Johu Cairns
Pesquisas têm mostrado é que a maioria da população mundial ainda corre risco de ser contaminada pelo vírus

Pressão

Pessoas idosas sob alto risco de morte e doenças sérias também são prioridade porque ao protegê-las, se reduz a chance de morte, de doenças graves e a pressão sobre o sistema de saúde.

Grupos marginalizados e pessoas com alto risco por causa de doenças severas também devem ser imunizadas com urgência
Tedros saudou ainda a chegada de Anil Soni, o primeiro CEO da Fundação OMS, que é um órgão independente que gera recursos para o trabalho da agência da ONU. 

Ex-executivo da Viatris, uma empresa farmacêutica, Soni já atuou no setor privado, público e entidades sem fins lucrativos.
O primeiro CEO da Fundação OMS deve começar no posto no início de 2021.

 

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