20 novembro 2020

Maior crise humanitária do mundo sofre impacto da redução de fundos, falta de doações, crise na economia e cinco anos de conflito; secretário-geral quer ação internacional urgente para evitar uma catástrofe de grande repercussão. 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou esta sexta-feira para a situação humanitária do Iêmen apontando para “o perigo iminente da pior fome observada no mundo em décadas”.  

Em nota emitida pelo seu porta-voz, o líder das Nações Unidas realça que sem ação imediata, milhões de vidas podem ser perdidas. 

Crise  

Esta semana, a organização anunciou que a maior crise humanitária do mundo receberá US$ 30 milhões para ajudar a alimentar milhões de pessoas empurradas à beira da fome por cinco anos de conflito. Em finais de julho, o país já tinha recebido US$ 35 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências, Cerf. 

OIM
Família deslocada devido ao conflito no Iêmen. Muitos dos afetados já abandonaram suas casas duas, três e quatro vezes

 

Guterres aponta que a situação que o país enfrenta se deve à combinação de fatores onde se destaca a redução drástica no financiamento para a operação de ajuda que é coordenada pela ONU. Os fundos deste ano estiveram abaixo dos valores de 2018 e 2019. 

Outros fatores são a falta de apoio externo sustentado para a economia, especialmente para estabilizar o valor da moeda iemenita, o Rial, além do impacto do conflito e dos impedimentos impostos pelas partes de conflito à ação humanitárias. A praga de gafanhotos do deserto e as inundações agravam esses problemas. 

Risco de Tragédia  

Guterres apelou a que as partes com influência ajam com urgência sobre essas questões para evitar a catástrofe. Outro pedido é que todos os envolvidos evitem tomar qualquer atitude que venha a piorar a já terrível situação. 

A nota do secretário-geral termina realçando que se isso não acontecer existe o risco de uma tragédia, não apenas com a perda imediata de vidas, mas também com impactos “que podem ecoar de forma indefinida no futuro”. 

Unicef/Ahmed Abdulhaleem
Crianças estão entre as maiores vítimas do conflito no Iêmen

 

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