16 novembro 2020

Chefe das Operações de Paz da ONU quer maior presença policial para consolidar ganhos da área militar; medida também teria benefícios em campos como direitos humanos, apoio ao setor de justiça e reforma prisional na região africana. 

O subsecretário-geral das Nações Unidas para as Operações de Paz, Jean Pierre Lacroix, disse esta segunda-feira que a Força Conjunta G5 do Sahel continua aumentando o ritmo das operações na região africana.  

A aliança regional composta por cerca de 5 mil soldados pretende garantir segurança e combater o terrorismo com elementos de Burquina Fasso, do Chade, do Mali, da Mauritânia e do Níger. 

Terrorismo  

Na análise sobre os últimos três meses, Jean-Pierre Lacroix disse que apesar de avanços, muito mais precisa ser feito. Ele falou ao Conselho de Segurança sobre  a ação da comunidade internacional e da Missão da ONU no Mali, Minusma. 

Lacroix pediu muita atenção aos efeitos “desastrosos” da insegurança no Sahel para o resto da região da África Ocidental, caso a situação da área africana não seja  “tratada de forma adequada”. 

 

Aos 15 Estados-membros do Conselho, o chefe das Operações de Paz lembrou que apelos vêm sendo feitos para mobilizar mais recursos em favor do combate ao terrorismo. Por ano, as ações envolvem mais de US$ 500 milhões. 

Lacroix destacou ainda os pedidos de recursos feitos para combater a pobreza e a crise humanitária sem precedentes na região. Ele explicou que o reforço da força conjunta “é, de fato, apenas um aspecto do apoio da comunidade internacional.” 

Operação Sama  

Por isso, o representante considera necessário que várias partes atuem para “enfrentar os desafios assustadores” da região. Para Jean-Pierre Lacroix, a atual coordenação de esforços permitiu que a presença das forças de defesa e segurança da região fosse mais visível e aumentou a pressão sobre os grupos terroristas. 

 A força conjunta é essencial na resposta aos grupos armados extremistas na região e aos desafios transfronteiriços, incluindo o tráfico de pessoas, bens ilícitos, armas e drogas. 

Desde junho, as unidades da força conjunta “têm aumentado a experiência prática e eficiência em suas operações”. Em julho terminou a Operação Sama 1, que na avaliação da ONU foi positiva.  

O resultado foram “perdas significativas registradas por parte de grupos armados terroristas”. De agosto a janeiro, a Operação Sama 2 também faz prever um “impacto positivo”. 

Próximos passos 

Lacroix disse que entre os próximos passos estão o fortalecimento da intervenção policial da força conjunta para melhorar a supervisão das operações militares, mas também para “vinculá-las à construção do Estado”. 

O subsecretário-geral declarou que este ramo das forças de segurança também daria maior apoio ao setor de justiça e reforma prisional, bem como aos esforços no âmbito da estrutura de conformidade com os direitos humanos.  

O representante defende que apesar de muitas áreas ainda precisarem de atenção urgente para implementar a ação policial da força conjunta, ainda é fundamental agilizar esse tipo de atuação. 

ONU/Manuel Elias
Sala do Conselho de Segurança da ONU

 

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