Vice-chefe da ONU destaca contribuição feminina para resolver crise no Sahel 
BR

17 novembro 2020

Amina Mohammed realiza visita de duas semanas à África Ocidental e ao Sahel e já esteve em Níger, Mali, Serra Leoa e Mali; vice-secretária-geral tem realçado combate contra Covid-19, recuperação socioeconômica e desigualdades.  

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, está na Nigéria para continuar uma visita de solidariedade de duas semanas à África Ocidental e ao Sahel.  

Ao longo da viagem, a vice-chefe da ONU tem destacado como a organização adaptou seu trabalho para apoiar as respostas nacionais contra a pandemia de Covid-19, continuando a se concentrar nas causas profundas das desigualdades.  

Meninas e mulheres 

Durante visita, estão sendo tomadas medidas contra Covid-19, Minusma/Harandane Dicko

Além da Nigéria, ela esteve no Níger, no Mali e na Serra Leoa. A desigualdade de gênero é um dos temas que a vice-secretária-geral tem realçado na digressão africana que termina em 22 de novembro.  

Em território maliano,  Amina Mohammed falou com a Rádio Mikado sobre como empoderar meninas e mulheres.  

A vice-chefe da ONU disse que "primeiro que tudo, é preciso entender que aquilo que se está a fazer é oferecer uma via de atingirem suas aspirações e direitos básicos. "

Segundo ela, "existem muitas outras coisas que empoderam uma mulher, mas uma menina tem de estar na escola, ter os elementos básicos de uma educação como cidadania, língua, matemática, ciência, tudo o que ajuda a estimular o cérebro, as aspirações e os sonhos, para que perceba aquilo que é possível. "

No país da África Ocidental, Amina Mohammed teve uma série de encontros em que encorajou a maior participação de mulheres e jovens na transição do país para uma paz sustentável 

O Mali, que sofreu um golpe militar em agosto, estabeleceu uma nova autoridade de transição liderada por civis, mas permanece altamente volátil. 

Crise  

A visita da vice-secretária-geral acontece durante uma crescente crise humanitária e de segurança no Sahel Central. O número de pessoas que precisam de assistência humanitária no Mali, por exemplo, aumentou de 4,3 para 6,8 milhões entre janeiro e agosto de 2020. 

Minusma/Harandane Dicko
Amina Mohammed em homenagem a boinas-azuis que perderam a vida no Mali

Em outubro, o secretário-geral, António Guterres, afirmou que os países da zona fronteiriça entre Mali, Níger e Burquina Fasso estão presos em "uma espiral descendente", em meio ao aumento da violência, da insegurança e da pandemia de Covid-19. 

Durante sua visita, Amina Mohammed destacou três áreas críticas para um futuro melhor: melhor financiamento para o desenvolvimento sustentável, resposta socioeconômica forte e aumento da coesão social e resiliência, protegendo os civis e lutando contra o terrorismo. 

Futuro 

No Níger, a vice-chefe da ONU esteve reunida com o presidente Issoufou Mahamadou e disse que ele “está muito próximo de garantir uma transição pacífica e uma eleição livre e justa.” 

O país deve  escolher o seu próximo presidente e os deputados da Assembleia Nacional a 27 de dezembro.  

Vice-chefe da ONU visitou região afetada por cheias, by Nelson Muffuh

A vice-chefe da ONU visitou a região de Gamou, cerca de 15 quilômetros ao norte da capital, Niamey, para ver a devastação causada por enchentes. As chuvas torrenciais, as piores em oito anos, mataram mais de 70 pessoas, e deslocaram cerca de 632 mil. 

Em Corniche de Yantala, um distrito à beira do rio onde muitas pessoas vivem da pesca, ela se encontrou com líderes locais e disse que a ONU “trabalha com o governo na adoção de medidas climáticas para salvaguardar vidas e meios de subsistência.” 

Amina Mohammed esteve depois dois dias na Serra Leoa, acompanhando o progresso em direção ao fortalecimento da paz e questões de violência de gênero. Ela também participou de um diálogo comunitário sobre o papel das mulheres na sustentabilidade ambiental. 

Em uma rede social, ela disse que estava focada “naquilo que é necessário para responder e recuperar melhor depois da Covid-19, para um futuro mais pacífico, amigo do ambiente e inclusivo.” 

Vários representantes da ONU fazem parte da comitiva, incluindo o chefe do Escritório da ONU para a África Ocidental, Unowas, Mohamed Ibn Chambas, e a conselheira especial para África do secretário-geral, Cristina Duarte. 

 

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