ONU quer ação coordenada contra impunidade em crimes contra jornalistas
BR

11 novembro 2020

Unesco diz que 67 profissionais de imprensa foram assassinados no último ano em países com conflitos armados; deste total 23 faziam reportagens sobre as guerras; jornalistas nessas áreas também sofrem ameaças, violência, detenção arbitrária, recusa de vistos e restrição de movimentos.

As Nações Unidas pediram a governos de todo o mundo que tomem medidas para combater a grande impunidade para crimes contra jornalistas.

Em nota, o secretário-geral da ONU afirmou que está “profundamente preocupado” com os ataques a profissionais da mídia incluindo em zonas de conflitos em guerras.

Foto ONU/Evan Schneider
Guterres afirmou que está “profundamente preocupado” com os ataques a profissionais da mídia incluindo em zonas de conflitos em guerras.

Vistos negados

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, informou que entre 2018 e 2019, foram assassinados 67 jornalistas ao redor do globo.  

O chefe da ONU, António Guterres, condenou as mortes e disse que é preciso proteger todos os profissionais incluindo jornalistas cidadãos. Do total de assassinatos, 23 foram de profissionais que estavam trabalhando em áreas de conflitos e guerras.

Segundo Guterres, além dos ataques fatais, os jornalistas nessas zonas de conflito também enfrentam intimidações, violência, prisões arbitrárias e restrições de movimento. Alguns têm suas solicitações para vistos negadas. 

ONU/Violaine Martin
Guterres cita relevância na vida cotidiana dos jornalistas e profissionais da mídia para ajudar a tomar decisões

Paz 

O secretário-geral lembra que o papel fundamental dos jornalistas ao assegurar o acesso de confiança à informação é essencial para alcançar a paz, o desenvolvimento e os direitos humanos.

Ele lembrou que os civis e os jornalistas cidadãos que participam de missões profissionais em áreas de conflitos armados têm que ser respeitados e protegidos sob a lei humanitária internacional. 

Guterres pediu a todas as partes no conflito e à comunidade internacional que protejam esses profissionais dando a eles as condições necessárias e seguras para exercerem suas profissões.
 

 

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