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OMS: Assembleia Mundial da Saúde ressalta que ameaça da Covid-19 permanece   BR

Uma mão enluvada segura um tubo de ensaio contendo uma amostra de líquido amarelo em um ambiente de laboratório.
OMS África A ivermectina é um medicamento antiparasitário de uso comum, usado para tratar doenças parasitárias, como a sarna e piolho.

OMS: Assembleia Mundial da Saúde ressalta que ameaça da Covid-19 permanece  

Saúde

Em todo o mundo, quase 50 milhões de casos já foram notificados com mais de 1,2 milhão de mortes; chefe da Organização Mundial da Saúde diz que apesar do cansaço das pessoas, o vírus segue atacando;  especialistas em direitos humanos da ONU criticaram países que tentam monopolizar vacina. 

A Assembleia Mundial da Saúde foi aberta, nesta segunda-feira, de forma virtual, com a pandemia de Covid-19 no topo da agenda.  

Em todo o mundo, já foram notificados quase 50 milhões de casos do novo coronavírus que mataram mais de 1,2 milhão de pessoas. 

Vacina 

O Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, discursa em uma coletiva de imprensa no Palácio das Nações, em Genebra.
Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, ONU/ Elma Okic

No discurso de abertura do evento, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que “outros milhões morreram devido à interrupção dos serviços essenciais de saúde.” 

Para ele, embora se trate de uma crise global, os países responderam e foram afetados “de maneira diferente”. Apenas quatro países concentram metade de todos os casos e de óbitos.  

A abertura da Assembleia ocorre no mesmo dia em que, segundo agências de notícia, uma das vacinas candidatas mostrou eficácia de mais de 90% na proteção contra o coronavírus. A informação é dos laboratórios Pfizer e BioNTech.  

Tedros  afirmou que “muitos países e cidades têm prevenido ou controlado com sucesso a transmissão com uma abordagem abrangente baseada em evidências.” 

Sistemas de saúde 

Mas várias nações, especialmente na Europa e nas Américas, estão reintroduzindo restrições para lidar com uma nova onda de infecções e evitar sobrecarregar seus sistemas de saúde. 

Tedros afirmou que as pessoas podem estar cansadas ​​da Covid-19, mas o vírus “não está cansado delas”. 

O chefe da OMS destacou o trabalho da agência nos últimos meses, dizendo que reuniu milhares de especialistas para analisar evidências em constante evolução.  

O Ensaio Solidariedade, que analisa a eficácia de tratamentos, é um dos maiores e mais diversos ensaios clínicos já vistos. Mais de 285 milhões de suprimentos médicos essenciais foram enviados para 168 países e territórios.  

Acordo 

Além disso, Tedros afirmou que o AceleradorACT, que pretende desenvolver vacinas e tratamentos rapidamente e alocá-los de forma justa, já “está mostrando resultados reais.” 

Uma mãe aplica álcool em gel nas mãos do filho, que usa máscara facial, em um assentamento informal em Nairóbi, Quênia.
Meninos lavam as mãos para evitar transmissão de Covid-19 no Quênia, Unicef/Translieu/Nyaberi

Em setembro, foi assinado um acordo para disponibilizar 120 milhões de novos testes rápidos para países de baixa e média rendas. A OMS também garantiu doses de dexametasona, o único medicamento comprovado que reduz o risco de morte, para 4,5 milhões de pacientes em países de baixa renda. 

Junto com seus parceiros, a OMS está apoiando ainda o desenvolvimento de nove vacinas, com mais a caminho. 

Agenda  

A agência da ONU divulgou três mensagens principais para esta Assembleia. 

Primeiro: é possível vencer a Covid-19 com ciência, soluções e solidariedade. 

Em segundo lugar, o mundo não deve recuar em seus objetivos essenciais de saúde. Para a agência, a pandemia “é um lembrete preocupante de que a saúde é a base da estabilidade social, econômica e política” 

Por fim, o mundo deve começar ase preparar para a próxima pandemia agora. A Assembleia irá considerar um projeto de resolução que fortalece a preparação dos Estados-membros. 

A Assembleia Mundial da Saúde termina neste sábado, 14 de novembro. 

Direitos humanos 

Também esta segunda-feira, especialistas em direitos humanos da ONU* criticaram os países que estão tentando monopolizar qualquer futura imunização contra a Covid-19, dizendo que a única maneira de combater a pandemia é disponibilizando vacinas acessíveis a todos. 

Em comunicado, o grupo de nove especialistas afirma que “não há espaço para o nacionalismo na luta contra esta pandemia.” 

Uma cientista de jaleco azul trabalha em uma cabine de segurança biológica em um laboratório.
Cientistas da Universidade de Oxford trabalhando em uma vacina, Universidade de Oxford/Johu Cairns

Eles dizem que “infelizmente, alguns governos estão tentando garantir vacinas apenas para seus próprios cidadãos”, mas “os vírus não respeitam fronteiras e ninguém está seguro até que todos estejam seguros”. 

Os especialistas exortam ainda os países a apoiar a iniciativa Covax para o acesso equitativo global às vacinas contra Covid-19. 

Música 

E no mesmo dia de abertura da Assembleia da Saúde, uma nova versão da música “We Are Family”, do grupo Sister Sledge, foi colocada à disposição para download em todo o mundo nas principais lojas digitais como iTunes, Spotify e Amazon Music. 

A música gravada por uma das integrantes originais do grupo, Kim Sledge,  está sendo relançada como um apelo à solidariedade global para responder à pandemia e gerar receitas para a Fundação OMS. 

Músicos como Rita Ora e Heather Small estarão no vídeo, que será lançado em dezembro, mas pessoas de todo o mundo também podem participar da iniciativa, enviando seus vídeos até este 30 de novembro. 

 

*Os relatores e especialistas de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário por sua atuação.