ONU-Habitat promove necessidade da Nova Agenda Urbana na Guiné-Bissau
BR

9 novembro 2020

Instrumento pode ajudar a erradicar pobreza e promover o desenvolvimento económico do país; coordenador do ONU-Habitat fez a declaração durante campanha de saneamento básico “Campeonato do Lixo”; oito grupos disputam o prêmio “Bairro mais Limpo de Bissau”.

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, ONU-Habitat afirmou que a Guiné-Bissau precisa implementar a Nova Agenda Urbana como parte do projeto de mais desenvolvimento. 

A nação africana ratificou o documento se comprometendo com as medidas. O acordo resultou da Conferência Mundial sobre a Habitação e Desenvolvimento Urbano realizada em 2016 no Brasil.

Palácio Colinas de Boé, edifício da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.
Palácio Colinas de Boé, edifício da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Alexandre Soares

Compromisso

A Nova Agenda Urbana está ligada ao Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 11 que prevê tornar as cidades e assentamentos humanos mais inclusivos, seguros e resilientes. Falando à ONU News, em Bissau,  o coordenador do Programa do ONU-Habitat no país, Edinilson Augusto da Silva, disse que gostaria que a questão da urbanização constasse das prioridades do governo.

“Porque acreditamos que pode constituir um motor de desenvolvimento económico e contribuir para a erradicação da pobreza. Foi elaborado recentemente a política nacional de desenvolvimento e o programa onde de alguma forma esses elementos foram colocados, a nossa vontade era de ter mais informação em relação a questão de urbanização”.

Edinilson Augusto da Silva realçou o papel da urbanização no desenvolvimento sustentável e disse que a Agência está disponível para continuar a dialogar com o governo e se colocar à disposição destas ferramentas que possam ajudar a descortinar a questão.  

Limpeza

A ideia é que os habitantes de Bissau e outras regiões do país tenham uma atitude proativa em relação ao saneamento básico para reduzir as referidas vulnerabilidades

A conversa com o coordenador do ONU-Habitat coincide com a realização do Campeonato de Limpeza que ocorre em oito bairros de Bissau. A parceria de saneamento básico envolve a agência, a sociedade civil, a ONG, “Homens Novos”, e insere-se no âmbito dos esforços de erradicação da Covid-19.  

“Entendemos que o saneamento é um componente forte que pode, na lógica de prevenção, nos prevenir de várias doenças de que somos vulneráveis. Substituímos bola pela atividade de limpeza. São escalados dois jogos, por fim de semana, onde os bairros vão competir com base em critérios previamente estabelecidos”.

Tratando-se de uma atividade pioneira, Adinilson Augusto Gomes afirma que ela possa provocar uma mudança de comportamento das pessoas, não só face às ameaças do coronavírus, mas também da malária e diarreia.

“A ideia é que os habitantes de Bissau e outras regiões do país tenham uma atitude proativa em relação ao saneamento básico para reduzir as referidas vulnerabilidades, e a expectativa é que se estenda para outras regiões e cidades do país”. O fato estaria a ser atrasado por constrangimentos de ordem económica”.

Jovem nas bolanhas de Bissau
Jovem nas bolanhas de Bissau, ONU News/Alexandre Soares

Gestão de fundos

O torneio, que decorre até dezembro, inclui atividades de sensibilização e reforço de capacidades sobre o tratamento do lixo. Os materiais de limpeza que vêm sendo utilizados foram mobilizados, em parte, pelo ONU-Habitat. 

São escalados dois jogos por semana, os bairros competem com base em 12 critérios preestabelecidos e sob um olhar atento de um júri. Entre os critérios de limpeza figuram a: evacuação de águas fluviais, facilitação do acesso pedestre, arborização, uso de máscara e instalação de postos de lavagem das mãos.

O ONU-Habitat presta assistência técnica ao Governo da Guiné-Bissau na implementação do Quadro do Desenvolvimento Especial que visa facilitar a execução de políticas que convergem para o desenvolvimento mais equilibrado do país. 

Outra meta do projeto é gerar dados e informações confiáveis que possam ser usados no processo de planificação. A meta é permitir ao governo acompanhar as atividades no terreno para investir os fundos disponíveis nas cidades e regiões onde sejam mais rentáveis e necessários, evitando assim a disparidade na distribuição dos recursos e o desperdício.

 

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