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OMS e Unicef alertam para riscos de queda nas taxas de imunização de crianças BR

Uma menina chinesa usando máscara recebe uma vacina de um profissional de saúde em uma clínica em Pequim.
Unicef/Yuwei Menina de 3 anos é vacinada em um centro de saúde comunitário em Pequim, China.

OMS e Unicef alertam para riscos de queda nas taxas de imunização de crianças

Saúde

Em alguns países, níveis de cobertura de vacinas foram reduzidos à metade com a suspensão dos serviços por causa da Covid-19; campanhas contra a poliomielite e o sarampo são algumas das mais afetadas; Unicef e OMS fazem chamado urgente para salvar milhões de vidas.

Duas agências das Nações Unidas estão chamando a atenção para os riscos da falta de vacinação de crianças durante a pandemia do novo coronavírus. 

Em comunicado conjunto, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e a Organização Mundial da Saúde, OMS, manifestaram preocupação com a queda de até metade nas taxas de imunização contra doenças como poliomielite e sarampo, em alguns países. Ambas as agências lançaram um chamado urgente para salvar milhões de vidas.

Profissional de saúde prepara uma seringa para a vacina contra o sarampo em um posto de vacinação no Sudão do Sul.
Unmiss/Tim McKulka Campanha de vacinação em massa contra o sarampo no Sudão do Sul.No total, 60 campanhas foram adiadas em 50 países

Lacunas perigosas

A interrupção foi causada pela suspensão dos serviços devido à Covid-19 e o receio de contágio com a pandemia incluindo a infecção dos agentes de saúde.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a crise do coronavírus teve um efeito arrasador especialmente em serviços de imunização em todo o mundo.

Mas ao contrário da pandemia contra a qual ainda não existe uma vacina, o mundo tem os elementos para combater a pólio e o sarampo.
O Unicef e a OMS informaram que cerca de US$ 655 milhões são necessários para fechar as lacunas perigosas em países de renda média, que não recebem a assistência da Aliança de Vacinas, Gavi. 

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, aparece em um telão durante uma coletiva de imprensa virtual sobre a pandemia de COVID-19 em Genebra.
ONU/Eskinder Debebe Para o chefe da OMS, a primeira pergunta que as pessoas têm de responder é se precisam realmente de viajar.

Surto

Deste montante, calcula-se que US$ 400 milhões serão necessários para responder ao surto de pólio em 2020-2021.
Para as agências da ONU, se nada for feito, existe um risco real de surtos graves e uma possibilidade de que as doenças se espalhem por outras partes do globo.

A chefe do Unicef, Henrietta Fore, afirmou que o mundo não pode permitir que a luta contra uma pandemia mortal afete outras doenças. Ela pediu que países, doadores e parceiros do Unicef ajudem a reverter a situação de risco investindo na imunização de milhões de crianças. 

A OMS e o Unicef pediram aos países que priorizem a vacinação alocando recursos no orçamento nacionais e fortalecendo a cooperação com parceiros.

Um funcionário da Organização Mundial da Saúde na Somália entrega uma dose de vacina a uma criança durante uma campanha de imunização contra a poliomielite.
OMS Somalia/Ismail Taxta/Ildoog Criança espera para ser vacinada durante a campanha nacional de vacinação contra poliomielite e sarampo em Mogadíscio, na Somália, em setembro de 2020.