5 novembro 2020

Campanha realizada em seis distritos de Cabo Delgado teve apoio de agências da ONU; várias áreas da província com elevado risco de surtos sofrem ataques armados; mais de 1,6 mil casos e 27 óbitos devido à doença ocorreram desde fevereiro de 2020. *

A Organização Mundial da Saúde, OMS, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e Aliança Mundial para Vacinação e Imunização apoiam atividades para bloquear a transmissão da cólera no extremo norte de Moçambique. Diversos distritos da província de Cabo Delgado relataram novos casos. 

Desde fevereiro passado foram notificados mais de 1,6 mil casos e 27 óbitos devido à doença altamente contagiosa. Esta situação na área marcada por insegurança provocada por ataques armados preocupa o governo e agências das Nações Unidas.   

Proteção 

Hospital de Macomia na província de Cabo Delgado, onde ocorrem os episódios de violência, by ONU News

Em nota, o representante interino da OMS em Moçambique, Tomás Valdez, explicou que as pessoas imunizadas ficam protegidas da cólera por um período entre três a cinco anos. 

A vacina reduz o risco de surtos epidêmicos da doença que têm sido notificados, sobretudo, em épocas chuvosas. No país, o período estende-se de outubro a março seguinte. 

A campanha de vacinação oral contra cólera abrangeu pessoas de idade superior a um ano. Entre os imunizados estão grávidas, idosos e doentes dos distritos de Pemba, Ancuabe, Ibo, Macomia, Palma e Metuge. 

*De Maputo para ONU News, Ouri Pota. 

 

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