Líbano e Israel se reuniram em busca de consenso sobre fronteira marítima  
BR

14 outubro 2020

Força da ONU abrigou encontro inicial com mediação de representantes dos Estados Unidos; declaração realça conversas produtivas e compromisso de continuação neste mês; as duas partes reivindicam cerca de 860 quilômetros quadrados do Mar Mediterrâneo. 

Delegações do Líbano e de Israel iniciaram negociações esta quarta-feira em busca de consenso sobre a fronteira marítima. A sessão ocorreu no edifício da Força Interina da ONU no Líbano, Unifil, na cidade fronteiriça libanesa de Naqoura. 

Agências de notícias locais citaram relatos do governo destacando que um segundo encontro estaria agendado para as próximas duas semanas.  

Mediação 

Boinas-azuis espanhois em patrulha em Kafar Kela, no sul do Líbano, by Unfil/ Pasqual Gorriz

Na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o secretário-geral emitiu uma nota através do seu porta-voz.  António Guterres garante total compromisso da organização, por meio de seus representantes, "em apoiar as discussões entre as partes, conforme solicitado, em favor de um desfecho acordado."

Depois da sessão, o Escritório do Coordenador Especial da ONU para o Líbano, Jan Kubis, emitiu uma declaração realçando a mediação do vice-secretário de Estado americano, David Schenker, e do embaixador dos Estados Unidos na Argélia, John Desrocher. 

O documento realça que na primeira reunião, os representantes mantiveram “conversas produtivas e reafirmaram o compromisso de continuar com elas ainda este mês”. 

Relatos de agências de notícias locais citam o chefe da delegação do Líbano, brigadeiro Bassam Yassin, como tendo dito que a expectativa é que as negociações resolvam a disputa de fronteira marítima dentro de um “tempo razoável”.  

Relações Diplomáticas 

O representante libanês assinalou o caráter “puramente técnico” das conversas entre as duas partes que não têm relações diplomáticas. 

A disputa envolve cerca de 860 quilômetros quadrados do Mar Mediterrâneo que Líbano e Israel reivindicam que estariam dentro de sua zona econômica exclusiva. 

 

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