Guterres lança apelo sobre mulheres, paz e segurança
BR

8 outubro 2020

Secretário-geral pediu mais diálogo sobre o tema nesta quinta-feira em Nova Iorque; para chefe da ONU, mundo continua pagando “um preço por causa de seus próprios preconceitos e discriminação.”

O secretário-geral, António Guterres, lançou esta quinta-feira um apelo à ação sobre mulheres, paz e segurança.  

O chefe da ONU dirigiu o pedido a todos os governos, organizações regionais, como União Africana e União Europeia, sociedade civil, academia e comunidade internacional. 

Lina Ekomo, uma ativista na República Centro-Africana, discursou no encontro virtual sobre mulheres, paz e segurança, Minusca/Hervé Serefio

Apelo 

O foco do apelo de Guterres foram “ações ousadas para traduzir compromissos em realidade.” Segundo ele, é necessário priorizar a liderança feminina e investir em redes comunitárias de mulheres como parceiras. 

O secretário-geral também pediu que se tomem decisões com base em evidências, promovendo “uma revolução de dados de gênero.”  

Por fim, ele apelou à adoção de “uma abordagem feminista para acelerar a participação plena, igual e significativa das mulheres.” 

Causa 

Para o chefe da ONU, “a liderança das mulheres é uma causa” e isso deve se tornar a norma em todo o mundo. 

Segundo ele, “é assim que se transforma a paz e a segurança internacionais.” Essa escolha também permitirá construir um futuro pacífico e igualitário, “que tem se mostrado tão elusivo em todos os esforços sendo feitos para implementar um cessar-fogo global.” 

O mundo continua pagando um preço por causa de seus próprios preconceitos e discriminação

Guterres afirmou ainda que, dia após dia, ano após ano, o mundo continua pagando “um preço por causa de seus próprios preconceitos e discriminação.” 

Diálogo 

 O secretário-geral emitiu seu apelo no final em favor de um diálogo sobre o tema esta quinta-feira em Nova Iorque. 

Participaram no encontro as ativistas Magda Zenon, do Chipre, Lina Ekomo, da República Centro-Africana, Nawal Hassan Osman, do Darfur, e Bintou Foune Samake, do Mali. 

 

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