2 outubro 2020

Reitor Luís Ferreira, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, USP, ressalta urgência de financiamento; já médica Maria Letícia Santos Cruz pede mais esforços em níveis científico, nacional, institucional e individual.  

Especialistas brasileiros participaram nas Nações Unidas de um evento para incentivar mais apoio e recursos para o progresso de pesquisas que acelerem a busca por uma futura vacina contra a Covid-19. Eles foram convidados pela Organização Pan-Americana da Saúde, Opas. 

O encontro virtual ocorreu em Nova Iorque e anunciou US$ 1 bilhão em doações dos países e do setor privado para apoiar o Acelerador de Acesso a Ferramentas contra a Covid-19, ACT. Ao todo, o mundo precisará de US$ 35 bilhões para levar imunização a todos. 

Sociedade  

Para a ONU, os fundos são “uma demonstração monumental de solidariedade” de governos, sector privado, sociedade civil e internacional. A Organização Mundial da Saúde, OMS, lidera o Acelerador ACT com parceiros internacionais. 

Unrwa/Khalil Adwan
Distribuíção de vacinas será fundamental no combate à pandemia

 

Em vídeo em inglês, o reitor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, Luís Ferreira, explicou que sua instituição busca novos avanços tecnológicos em vacinas contra a pandemia de Covid-19. 

De acordo com o cientista, embora seu país não esteja tão desenvolvido em pesquisas locais, ele está muito feliz de saber o Brasil está estabelecendo boas parcerias com as instituições internacionais. Esses acordos favorecem uma distribuição de vacinas pela população brasileira, muito em breve. 

Tecnologia 

A equipe de Ferreira atua em diferentes plataformas e realiza testes em “condições experimentais”. Para ele, o financiamento adequado a essas atividades é essencial para qualquer país que queira desenvolver tecnologia nessa área. 

Já a médica Maria Letícia Santos Cruz também participa do processo de pesquisas. No evento, ela destacou como aderiu à nova experiência após um período de pandemia que foi de “grande desconforto, incerteza e impotência”. 

 

“Para mim, a possibilidade de participar de um estudo com uma potencial candidato a vacina para esse novo coronavírus surgiu como uma proposta de alguma coisa concreta que eu posso fazer. Por mim, no sentido que eu tenho esperanças de realmente vir a adquirir uma imunidade protetora, e pelo coletivo na busca de uma solução para esse problema.” 

Pilares 

Um dos pilares da iniciativa Acelerador ACT é o compromisso de garantir que todas as pessoas tenham acesso a ferramentas necessárias para eliminar a Covid-19. O trabalho envolve “níveis sem precedentes de parceria” para  esse propósito. 

A pesquisadora brasileira fala de atuação de diferentes setores para o sucesso da busca de imunização. 

“Eu acredito que para sairmos dessa fase nós vamos precisar esforços em diferentes níveis. Nós vamos precisar de esforços importantes da comunidade científica, de nações de instituições e de nós, como indivíduo. Eu acho que participar de um estudo de uma vacina como nós termos participado é uma das nossas atribuições como cidadão. Eu espero que realmente isso possibilite um acesso equânime às vacinas muito em breve.” 

 De acordo com a ONU, os pilares do Acelerador ACT são diagnóstico, tratamento, vacinas e fortalecimento do sistema de saúde.   

O evento anunciou ainda que 120 milhões de testes rápidos de alta qualidade foram colocados  ao dispor de países de baixa e média rendas a preços acessíveis.  

University of Oxford/John Cairns
Cientistas fazem testes em amostras no Instituto Jenner, da Universidade de Oxford, durante desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus.

 

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