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OMS vai investigar alegações de exploração e abuso sexuais durante crise de ebola BR

Construção de uma unidade de tratamento de Ebola pela Samaritan's Purse em Komanda, República Democrática do Congo. Os trabalhadores estão montando uma estrutura de tenda branca e um reservatório de água azul.
OMS/Lindsay Mackenzie Unidade de Tratamento de ebola em Komanda, província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo.

OMS vai investigar alegações de exploração e abuso sexuais durante crise de ebola

Saúde

Em nota, agência da ONU reagiu a relatos sobre casos na República Democrática do Congo, que teriam sido cometidos por indivíduos que se identificaram como “trabalhadores” da OMS; após investigação responsáveis enfrentam risco de demissão e punições.

A Organização Mundial da Saúde informou que vai investigar alegações de abuso sexual durante a crise de ebola na República Democrática do Congo.

A liderança da OMS se disse “ultrajada” com relatos de crimes de exploração e abuso sexual ocorridos quando a nação africana enfrentava a epidemia.

O Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros, na sessão de abertura da 73ª Assembleia Mundial da Saúde em Genebra.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, iniciou uma revisão abrangente das alegações assim como de temas de proteção em repostas a emergências de saúde. Foto: OMS/Christopher Black

Tolerância Zero

Segundo os relatos, funcionários da agência ou pessoas que se identificaram como “trabalhadores” da OMS teriam cometido os casos. Em nota, a Organização Mundial da Saúde disse que as ações são “inaceitáveis e serão rigorosamente investigadas”.

Para a OMS, a traição a pessoas e comunidades que precisam da ajuda da agência é repugnante e se trata de um comportamento que não é tolerado por nenhum de seus funcionários, parceiros ou pessoal contratado como consultores.

A agência disse que quem for identificado como responsável por esses atos terá de prestar contas e sofrerá sérias consequências incluindo a demissão imediata.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, iniciou uma revisão abrangente das alegações assim como de temas de proteção em repostas a emergências de saúde.

A agência tem uma política de tolerância zero a abuso e exploração sexuais.