OMS vai investigar alegações de exploração e abuso sexuais durante crise de ebola
BR

29 setembro 2020

Em nota, agência da ONU reagiu a relatos sobre casos na República Democrática do Congo, que teriam sido cometidos por indivíduos que se identificaram como “trabalhadores” da OMS; após investigação responsáveis enfrentam risco de demissão e punições.

A Organização Mundial da Saúde informou que vai investigar alegações de abuso sexual durante a crise de ebola na República Democrática do Congo.

A liderança da OMS se disse “ultrajada” com relatos de crimes de exploração e abuso sexual ocorridos quando a nação africana enfrentava a epidemia.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, iniciou uma revisão abrangente das alegações assim como de temas de proteção em repostas a emergências de saúde. Foto: OMS/Christopher Black

Tolerância Zero

Segundo os relatos, funcionários da agência ou pessoas que se identificaram como “trabalhadores” da OMS teriam cometido os casos. Em nota, a Organização Mundial da Saúde disse que as ações são “inaceitáveis e serão rigorosamente investigadas”.

Para a OMS, a traição a pessoas e comunidades que precisam da ajuda da agência é repugnante e se trata de um comportamento que não é tolerado por nenhum de seus funcionários, parceiros ou pessoal contratado como consultores.

A agência disse que quem for identificado como responsável por esses atos terá de prestar contas e sofrerá sérias consequências incluindo a demissão imediata.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, iniciou uma revisão abrangente das alegações assim como de temas de proteção em repostas a emergências de saúde.

A agência tem uma política de tolerância zero a abuso e exploração sexuais.
 

 

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