23 setembro 2020

Organização Meteorológica Mundial afirmou que marca é cerca de 2 º C mais fria em relação às leituras anteriores; dados foram publicados no boletim Quartely Journal que promove interação entre acadêmicos e o público. 

A leitura da temperatura mais fria já registrada no Hemisfério Norte ocorreu em 1991 na estação Klinck na Groenlândia.  O termômetro marcou, naquele 22 de dezembro, -69,6 º C. 

O dado divulgado numa pesquisa da Organização Meteorológica Mundial, OMM, revela que essa leitura está 2º C abaixo dos -67,8 º C registrados em Verkhoyansk, na Rússia, em fevereiro de 1892.  

Tempo e Ciência 

A nova constatação é resultado de um estudo de especialistas da agência da ONU publicado esta quarta-feira no boletim Quarterly Journal, da Sociedade Meteorológica Real. A instituição promove a interação entre acadêmicos e o público sobre questões como tempo e ciência climática. 

Ilha de Nipisa, perto da ilha principal da Groenlândia, durante o solstício de Inverno, by Ólafur Rafnar Ólafsson

A temperatura mais baixa do planeta foi de -89,2 º C atingida em 21 de julho de 1983. A leitura se deu durante o inverno do Hemisfério Sul, na estação meteorológica de alta altitude de Vostok na Antártida. 

Os extremos do clima em regiões polares têm interesse dos cientistas por criarem modelos climáticos do passado e do futuro.   

Um desses exemplos é o recente aumento das temperaturas no Ártico neste verão, refletido pela onda de calor na Sibéria e em toda a região. A estação meteorológica de Verkhoyansk chegou a registrar 38 º C em 20 de junho deste ano.  

Recorde 

Para a OMM, esse é um marco que leva a considerar essa leitura como candidata ao recorde de temperatura mais alta alcançada no norte do Círculo Polar Ártico. 

De acordo com o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas “na era das mudanças climáticas, muita atenção se concentra em novos registros de calor.” Para ele, a recente marca reconhecida da temperatura mais baixa no Hemisfério Norte “é um lembrete importante dos fortes contrastes que existem neste planeta. ” 

A pesquisa da OMM permite que os cientistas “verifiquem os padrões de temperatura e fornece dados valiosos para modelos climáticos”.  

Antártica 

A agência da ONU explicou ainda que no início da década de 1990, a estação Klinck operou dois anos sem os atuais instrumentos automatizados usados na Antártida. 

A constatação do novo recorde foi feita pelo grupo de cientistas tendo como base o trabalho anterior de especialistas.  

Os dados do novo registro passaram por verificação rigorosa antes de serem aceitos. 

 

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