22 setembro 2020

Presidente da nação africana de língua portuguesa, João Lourenço citou medidas tomadas pelo governo para responder a crise; ele também pediu a ampliação do Conselho de Segurança como parte do processo de reforma da ONU e das necessidades do mundo atual. 

O presidente de Angola João Lourenço afirmou que a ONU reagiu corretamente ao continuar funcionando durante a pandemia da Covid-19 de forma remota.  

O chefe de Estado angolano disse que o novo coronavírus expôs brechas em serviços básicos em todo o mundo e afetou profundamente as economias dos países da região.  

Resultados 

Ele fez a declaração num discurso pré-gravado e enviado para o primeiro dia do debate de líderes internacionais na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. 

 

Para ele, a crise não só ceifou vidas em todas as partes do globo, mas também paralisou a economia mundial, que estava mostrando sinais de recuperação após a recessão de 2008. 

O presidente contou que as esperanças de obter resultados positivos na economia de Angola, depois de várias medidas fiscais de estímulo, ficaram atrasadas com as consequências da pandemia sobre o país. 

Lourenço também afirmou que o governo teve que remanejar recursos para abrir centros de atendimento às vítimas da Covid-19 e investir em infraestruturas de saúde na nação de língua portuguesa. Ele contou que recebeu apoio internacional e de indivíduos para reforçar os serviços básicos em Angola. 

Neste contexto, João Lourenço elogiou a decisão do G-20 de aliviar as dívidas dos países. 

Fundos de investimentos 

Para o presidente, os países desenvolvidos também podem promover chances reais de cooperação com as nações africanas ao estabelecerem fundos de investimentos em projetos que podem ultrapassar o momento de recuperação da pandemia. 

Para João Lourenço, a crise da Covid-19 também provou a importância do multilateralismo e do trabalho da ONU para resolver os grandes desafios da humanidade. 

OMS/Dalia Lourenço
Hospital Geral de Luanda, a capital de Angola

 

O líder angolano citou a crise na região do Sahel e na Líbia ao falar de conflitos que precisam ser solucionados com base na cooperação multilateral.  

Para ele, é preciso ainda analisar as causas desses conflitos entre elas terrorismo e radicalismo religioso assim como fatores de tensão política interna. 

Conselho de Segurança 

Ao citar o papel da ONU neste aniversário de 75 anos da organização, Lourenço afirmou que as Nações Unidas precisam refletir sobre as mudanças das últimas décadas e a realidade geopolítica atual.  

Para ele, é hora de reformar e ampliar o Conselho de Segurança para incluir outros Estados-membros e outras regiões. Um quadro moderno e bem diferente daquele de 75 anos atrás quando a organização foi criada. 

FAO/Celestino Vonjila Essuvo
Agricultora da província angolana do Huambo recebe mensagens sobre propagação da Covid-19.

 

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