Com mais de 30 milhões de casos de Covid-19 OMS pede mais compromisso e recursos 
BR

18 setembro 2020

Diretor-geral da agência foi dirigida a líderes globais que se preparam para semana de debates gerais da Assembleia Geral; Brasil é mencionado como exemplo global na redução de contaminações pelo novo coronavírus

O mundo alcançou esta sexta-feira um total de 30.055.710 casos confirmados de Covid-19. Pelo menos 943.433 mortes provocadas pela doença foram notificadas à Organização Mundial da Saúde, OMS. 

Dados da agência indicam que os Estados Unidos, a Índia e o Brasil concentram mais da metade dos casos mundiais. No total, o território brasileiro notificou mais de 4,4 milhões de casos e 134.106 mortes. 

Combate  

O diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, disse a jornalistas em Genebra que deve haver “solidariedade genuína e recursos” para acelerar o combate à pandemia ao se dirigir aos líderes que se preparam para participar na 75ª Assembleia Geral da ONU. 

ONU/ Elma Okic
Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus.

 

O chefe da OMS realçou que o pedido de compromisso político e solidariedade global surge porque um dos maiores problemas atuais “é que as maiores potências não atuam, juntas quando deviam fazê-lo”. Ele destacou que a demonstração de  empenho destes Estados seria “ter solidariedade genuína”. 

Para Tedros, os recursos devem ser suficientes para derrotar o vírus. Outra questão essencial é a ajuda aos países carenciados que “é muito imprevisível e insuficiente para cobrir as necessidades imediatas de vacinas, terapias e diagnósticos”. 

O diretor do Programa de Emergências de Saúde, Mike Ryan, mencionou o Brasil ao apontar países se destacando na redução de novas infecções.  

Novos pacientes 

Em todo o mundo, o “número ainda é alto” com cerca de 1,8 milhão a 2 milhões de novos pacientes notificados por semana. Entre 40 mil a 50 mil mortes acontecem no mesmo período. 

Acnur/Miguel Pachioni
Máscaras feitas por refugiados foram distribuídas em abrigos no Brasil para ajudar a combater a pandemia

 

A OMS manifestou preocupação com os níveis de internações e admissões em Unidades de Tratamento Intensivo no Hemisfério Norte, destacando a importância de se vacinar mais pessoas contra a gripe nesta temporada. 

A agência alertou que com a circulação de outros patógenos respiratórios no inverno, “a resposta e o sistema de testes ficarão mais complicados, porque outras doenças terão que ser testadas”. 

Para a chefe da Unidade de Doenças Emergentes da OMS, Maria Van Kerkhove, a boa notícia é que existe uma vacina contra a gripe. Ela reiterou que é preciso ser amplamente usada a vacina contra influenza nessa região.  

Longo caminho 

Michael Ryan destacou que a pandemia não está diminuindo e que existe ainda um longo caminho a percorrer no combate ao coronavírus porque a pandemia ainda “não está destruída e nem vai desaparecer.”   

Em relação aos países entrando no inverno, onde as pessoas ficarão mais tempo dentro de casa, Ryan disse haver ainda “muito trabalho a ser feito para prevenir eventos que estimulem o contágio, reduzam a transmissão, incentivem a abertura de escolas e protejam aos mais vulneráveis de adoecerem gravemente ou morrer.” 

Unicef/Geoffrey Buta
Alunos em Gana usando máscaras faciais a caminho da escola.

 

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