ONU: Avanço na Agenda 2030 deve priorizar ambição, finanças e pós-Covid-19  
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18 setembro 2020

Evento “Momento ODSs”, o primeiro na sede da ONU, contou com a participação da Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, que disse que pandemia é um revés, mas não pode ser desculpa para atrasar a educação. 

As Nações Unidas acolheram o primeiro Momento Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, ODS, nesta sexta-feira num encontro virtual na sede. Até 2030, o evento anual será convocado pelo secretário-geral antes de começar cada sessão da Assembleia Geral. 

O chefe da ONU, António Guterres, realçou que a reunião ocorre na Década de Ação para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Entre os participantes estavam representantes de governos, sociedade civil, autoridades locais, organizações internacionais e do setor privado. 

Orientação  

Para Guterres, a Agenda 2030 é uma referência para acabar com a atual pandemia, responder aos impactos socioeconômicos e traçar um rumo para uma recuperação transformadora. 

Ele realçou que as decisões tomadas nos próximos meses e anos determinarão a posição do mundo em 2030. Para o chefe da ONU, é preciso ter ambição para avançar concentrando na economia e na recuperação da Covid-19 como mais importantes. 

Presidente da 75ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, Volkan Bozkir também discursou no primeiro evento Momento ODS., by ONU/Eskinder Debebe

António Guterres afirmou que a pandemia é o maior desafio desde a criação da ONU.  E defendeu um olhar “muito além da crise atual” na luta por um mundo de “dignidade e oportunidades para todos em um planeta saudável”. 

Guterres apelou ainda à união da comunidade internacional para uma Década marcada por ação, ambição, transformação, esperança e paz. 

Malala 

No evento também participou a Mensageira da Paz da ONU e Prêmio Nobel, Malala Yousafzai. A jovem paquistanesa apontou a pandemia como um retrocesso para a busca de objetivos coletivos.  

Ela destacou que somente no setor da educação, mais 20 milhões de meninas jamais retornarão às aulas após a crise. A lacuna de financiamento global no setor aumentou para US$ 200 bilhões por ano. 

A jovem paquistanesa que lidera um fundo para levar 130 milhões de meninas à escola disse que a pandemia “é um revés, mas não pode ser uma desculpa”. Para ela, o “objetivo não deve ser voltar ao que era antes”. 

Malala defende ainda que haja um “compromisso profundo” por um mundo onde todas as meninas possam aprender e liderar e um lugar onde se dê prioridade às pessoas e ao planeta ao invés do lucro, “um lugar onde os líderes cumpram suas promessas”. 

Metas  

Ela espera que a comunidade internacional assuma compromissos e possa cumpri-los além de estabelecer normas de “uma nova era sustentável, saudável, educada e igualitária”. 

Em três horas, os participantes destacaram que é preciso urgência, ambição, responsabilidade e mais possibilidades de transformação na próxima década rumo ao cumprimento das metas globais. 

ONU/Mark Garten
Malala defende o direito das meninas a estudarem. Em 2014, ela ganhou o Prêmio Nobel de Paz.

 

 

 

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