Escritório de Direitos Humanos quer investigação no caso de jornalista decapitado no México
BR

11 setembro 2020

Corpo de Julio Valdivia Rodríguez foi encontrado em área rural depois de desaparecer na quarta-feira; profissional trabalhava para o diário El Mondo; pelo menos quatro jornalistas foram mortos no país em 2020.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos no México condenou o assassinato por decapitação do jornalista Julio Valdivia Rodríguez no município de Tezonapa, no estado de Veracruz.

O apelo feito às autoridades mexicanas é que investiguem o caso conforme os “padrões de diligência para que o crime não continue impune”.

Com o assassinato de Valdivia Rodríguez subiu para quatro o número oficial de jornalistas mortos no país em 2020. Foto: ONU/Violaine Martin

Ausência 

Valdivia Rodríguez trabalhou como correspondente do jornal El Mundo de Córdoba, no município de Tezonapa, na região fronteiriça entre os estados de Veracruz e Oaxaca. 

O escritório disse ter recebido informação de colegas do jornalista que notaram sua ausência do trabalho na manhã de quarta-feira. Depois, o corpo foi localizado decapitado em uma área rural.

A nota ressalta que a investigação exaustiva “exige que sejam esgotadas “todas as linhas de investigação possíveis, inclusive a possível conexão com a atividade jornalística” de Valdivia.

Riscos

O comunicado destaca que o assassinato e a brutalidade com que foi cometido o ato “fazem lembrar a situação de vulnerabilidade em que se encontram muitos jornalistas no México”. Eles enfrentam “graves riscos para o desempenho de uma atividade essencial para a vida democrática do país, como neste caso”.

Com o assassinato de Valdivia Rodríguez subiu para quatro o número oficial de jornalistas mortos no país em  2020.
 

 

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