Relatores dizem que Belarus tem de suspender torturas e punir agentes policiais 
BR

2 setembro 2020

Em comunicado, grupo pediu ainda fim dos desaparecimentos forçados e disse que as autoridades bielo-russas têm de acabar com as violações de direitos humanos; repressão começou quando manifestantes saíram às ruas para protestar contra o resultado das eleições presidenciais, de 9 de agosto, que deram vitória ao atual líder da Belarus, Alexander Lukashenko.

Relatores de direitos humanos da ONU* pediram o fim de casos de tortura em Belarus. As violações estariam ocorrendo em resposta a protestos de rua contra o governo do presidente Alexander Lukashenko.  

O grupo recebeu 450 casos documentados de tortura e maus tratos de pessoas que se manifestaram contra o resultado das eleições presidenciais de 9 de agosto, com a reeleição de Lukashenko.

Famílias

Os especialistas pediram às autoridades bielo-russas que parem de torturar os detidos e punam os agentes policiais responsáveis pelas agressões. Muitos espancaram e humilharam os manifestantes.

O grupo instou as autoridades a registrarem as prisões, supervisionarem as detenções e notificarem os familiares dos detidos imediatamente. 

Daniel Johnson/UNOG
Sede da ONU em Genebra, na Suiça

Os especialistas se posicionaram contra os desaparecimentos forçados e disseram que a tortura é uma prática absolutamente proibida pela lei internacional de direitos humanos, e que não pode ser justificada de nenhuma maneira.

Estupros

Eles disseram que as autoridades têm de acabar com as violações de direitos humanos e punir os responsáveis.
A maioria dos desaparecidos foi encontrada, mas pelo menos seis indivíduos continuam com paradeiros desconhecido por familiares.

Os relatores também receberam informações sobre violência a mulheres e crianças incluindo abuso sexual e estupros.

Jornalistas

Nas últimas semanas, pelo menos 6,7 mil pessoas foram detidas enquanto protestavam. Alguns são jornalistas. No sábado, o governo de Lukashenko suspendeu as credenciais de 17 profissionais da imprensa que trabalhavam para veículos estrangeiros.

No comunicado, os relatores afirmaram que ninguém pode ser preso ou indiciado por participar de manifestações e disse que todos têm de ser libertados imediatamente.
Para os especialistas, Belarus tem de investigar os casos, responsabilizar os autores e indenizar as vítimas e suas famílias.

Eles contaram que continuarão monitorando a situação e dialogando com as autoridades bielo-russas.

 

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário por sua atuação.

 

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