Unesco lança iniciativa para combater teorias da conspiração sobre Covid-19  
BR

1 setembro 2020

Objetivo é alertar para consequências de informações falsas sobre origens do vírus, cura e quem seria o “culpado” pela propagação; agência da ONU diz que boatos minam ciência, fatos e confiança nas instituições; campanha da ONU “Verificado” também busca disseminar informações corretas para serem compartilhadas por voluntários.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, em cooperação com a Comissão Europeia, lançou uma iniciativa contra as teorias da conspiração ligadas à Covid-19.  

Segundo a agência, o objetivo é alertar para a existência e as consequências de informações falsas que circulam sobre a pandemia no mundo.  

Nações Unidas pedem a todos os usuários de plataformas digitais que façam uma curta pausa antes de postar notícias na internet sobre a Covid-19, Ocha/Gema Cortes

Materiais  

Uma série de recursos de aprendizagem visual, disponível na internet, ajuda a identificar as teorias de conspiração, entender suas motivações e a refutá-las com fatos. A iniciativa também dá dicas de como responder e forma contundente àqueles que espalham os boatos. 

No início deste ano, o Departamento de Comunicação Global da ONU lançou a campanha “Verificado” mobilizando voluntários em todo o mundo a compartilhas informações corretas sobre a pandemia e a combater as falsas assertivas da Covid-19. 

Nesta plataforma agora, a Unesco conta com infografias estão em árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol, que trazem a  hashtag #ThinkBeforeSharing, ou pense antes de compartilhar. 

Perigos  

A pandemia desencadeou uma crise paralela de desinformação. Os vários rumores incluem explicações rebuscadas sobre as origens do vírus, como ele pode ser curado e quem é “culpado” por sua propagação. 

A agência lembra que teorias de conspiração sempre existiram, mas com a pandemia elas se espalham rapidamente.  

A agência afirma que “o fenômeno faz parte de uma tendência mais ampla de aumento do discurso de ódio, do racismo e da discriminação.”  

Importância  

Em comunicado, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, disse que o problema “causa danos reais às pessoas, à saúde e também à segurança física.”  

Segundo ela, os boatos se “amplificam e legitimam os equívocos sobre a pandemia reforçando estereótipos que podem alimentar violência e ideologias extremistas.”   

Instituições públicas precisam cooperar  com plataformas digitais, profissionais da mídia, apuradores de informação e pesquisadores

Já a vice-presidente da Comissão Europeia para Valores e Transparência, Věra Jourová, afirmou que a desinformação prejudica a saúde das democracias.  

Para combater esse problema, ela diz que “as instituições públicas precisam cooperar  com plataformas digitais, profissionais da mídia, apuradores de informação e pesquisadores.”  

Especialistas   

A iniciativa tem base nos conselhos dos especialistas Michael Butter, Stephan Lewandowsky e John Cook, com livros escritos sobre o tema.   

Michael Butter destacou o importante papel da educação. Segundo ele, “existem muitas provas de que, quando as pessoas aprenderam o que são teorias da conspiração e como funcionam, são muito menos receptivas a elas.”  

Já Stephan Lewandowsky realçou como estas teorias podem ser perigosas, dizendo que “durante uma pandemia, a crença em conspirações pode prejudicar as pessoas ou até causar mortes.”  

 

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