Três anos depois do início da crise, rohingya estão “mais vulneráveis ​​do que nunca” 
BR

25 agosto 2020

Quase todos os refugiados dependem da assistência alimentar para sobreviver; no total, mais de 860 mil pessoas vivem nesses assentamentos em Bangladesh; Covid-19 e crise econômica estão dificultando a resposta humanitária. 

Três anos após o início da crise rohingya, os refugiados que vivem nos assentamentos de Cox's Bazar, em Bangladesh, estão “mais vulneráveis ​​do que nunca, enfrentando várias crises”. 

A afirmação é do Programa Mundial de Alimentos, PMA. Segundo a agência, quase todos os rohingya continuam inteiramente dependentes da assistência alimentar para sobreviver. 

A maioria dos refugiados rohingya vive nestes assentamentos desde agosto de 2017, Acnur/Iffath Yeasmine

Crise 

Em 25 de agosto de 2017, uma onda de violência forçou milhares de pessoas da minoria rohingya a abandonar suas casas em Mianmar e procurar abrigo em Bangladesh. Nos últimos três anos, mais de 742 mil pessoas chegaram ao país vizinho. 

No total, mais de 860 mil pessoas vivem nesses assentamentos, que chegaram em várias fases de deslocamento que começaram nos anos 90.  

Segundo o PMA, se acontecer um surto de Covid-19, os resultados podem ser arrasadores. O principal assentamento de refugiados, Kutupalong, é o maior e mais superlotado do mundo. O distanciamento social é considerado “quase impossível”. 

As interrupções devido às medidas de bloqueio da Covid-19 também estão afetando a disponibilidade de alimentos.  

Fora da assistência do PMA, a disponibilidade de alimentos tem diminuído, com os preços subindo e as oportunidades de subsistência diminuindo. 

Nesta época de monção, mais de 109 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas. Desde 1 de junho, quase 9 mil refugiados ficaram sem abrigo.  

Mais de 109 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas

Resposta 

Todos os meses, o PMA precisa de US$ 24 milhões para alimentar 860 mil pessoas. Sem o apoio contínuo da comunidade internacional, a situação desses refugiados iria deteriorar rapidamente. 

Através de sua resposta à Covid-19, a agência chega a 500 mil pessoas da comunidade de acolhimento com alimentos e apoio financeiro. O número inclui afetados em áreas urbanas e rurais e pessoas em centros de quarentena ou isolamento. 

Todos os meses, o PMA precisa de US$ 24 milhões para alimentar 860 mil pessoas, Acnur/Kamrul Hasan

Nesse momento, cerca de 88% dos refugiados recebem assistência alimentar por meio de vales. Esse programa deveria ser ampliado no primeiro semestre de 2020 para cobrir todos os moradores, mas esse objetivo teve que ser adiado devido à pandemia. 

Apoio 

Cerca de 12% dos refugiados recebem arroz, lentilhas e óleo pessoalmente, mas medidas foram tomadas nos locais de distribuição para mitigar os riscos de contaminação. 

O PMA também fornece alimentos como parte do pacote de Assistência Alimentar Geral para que as famílias não visitem centros de distribuição. Além disso, mais de 21,6 mil crianças desnutridas com menos de cinco anos, mulheres grávidas ou amamentando estão recebendo tratamento. 

Com as escolas fechadas, o PMA está chegando a quase 135 mil crianças da comunidade de acolhimento distribuindo rações de porta em porta. 

 

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