ONU condena ataque que matou 18 pessoas em campo de refugiados nos Camarões

4 agosto 2020

Acampamento de deslocados internos alberga 800 pessoas; Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados envia missão de emergência ao local; secretário-geral da ONU condena o ataque.

Pelo menos 18 pessoas foram mortas e 11 ficaram feridas nas primeiras horas de domingo, 2 de agosto, quando assaltantes lançaram um explosivo no acampamento temporário junto a aldeia de Nguetchewe,  no norte dos Camarões.

Segundo a Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, o sítio abriga 800 deslocados internos e o incidente aconteceu enquanto as pessoas dormiam. 

Desde janeiro, o país já registou 87 ataques do Boko Haram na sua fronteira norte com a Nigéria, 22 dos quais no distrito norte de Mozogo. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Condenação

Alguns dos feridos foram evacuados para o hospital distrital de Mokolo. Cerca de 1,5 mil moradores fugiram para a aldeia vizinha de Mozogo.

O Acnur condenou com veemência o ataque, que considerou “brutal e sem motivo.” A agência também apelou as partes a respeitarem os civis e os agentes humanitários nos acampamentos e a responderem com prontidão às necessidades urgentes dos deslocados.

A agência vai enviar uma missão de emergência ao local para avaliar a situação, o nível de proteção e as necessidades sanitárias dos afetados. Para enfrentar a situação, a Acnur defende a melhoria da proteção comunitária, antecipando que abrigo, água e saneamento serão precisos para enfrentar a Covid-19.

Desde janeiro, o país já registou 87 ataques do Boko Haram na sua fronteira norte com a Nigéria, 22 dos quais no distrito norte de Mozogo.
Na Nigéria, Camarões, Níger e Chade, os ataques dos últimos anos já causaram a morte de 30 mil pessoas e  mais de 3 milhões de deslocados.

Acnur/Hélène Caux
Refugiados nigerianos fogem da violências causada pelo Boko Haram.

Responsabilização

Em nota à imprensa lida pelo seu porta-voz, o secretário-geral da ONU condenou com firmeza o ataque. António Guterres reiterou o apoio da ONU aos países da Bacia do Lago Chade nos esforços de combate ao terrorismo e na resolução dos seus maiores desafios.

O chefe da ONU lembrou ainda que os engajamentos internacionais em questões humanitárias e de direitos humanos devem ser respeitados na integra.

 

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