OMS ressalta protocolos e regulamentos que antecedem aprovação de vacina 
BR

4 agosto 2020

Um porta-voz da Organização Mundial da Saúde respondeu à pergunta de jornalistas sobre relatos de que a Rússia começaria a imunizar seus cidadãos contra a Covid-19 já em outubro; agência da ONU lembrou que três projetos de vacina já entraram na fase 3, a que realiza os testes clínicos para provar a eficácia do produto.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, destacou a importância de se cumprir diretrizes e regulamentos sobre licenciamento de vacinas contra a Covid-19. 

Segundo agências de notícias, a Rússia teria anunciado que planeja, já para outubro, uma campanha de imunização em massa contra o novo coronavírus.

Temperaturas extremas na Rússia, em 2010, também estão entre os eventos mais fatais, quando mais de 55 mil pessoas morreram
Cidade de Moscou, na Rússia, onde vacina está sendo testada, ONU News/Anton Uspensky

Procedimento

A declaração foi dada por um porta-voz da OMS a um jornalista que participou da entrevista a jornalistas, em Genebra.

Christian Lindmeier disse que “existem diretrizes e regulamentos claros para fazer isso (autorizar uma vacina) de maneira eficaz.” 

Segundo ele, “ainda não existe nenhum anúncio oficial sobre esse assunto.” 

Na segunda-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, falou sobre o andamento da busca por uma vacina contra a Covid-19. 

Ele contou que alguns projetos “estão agora na fase três dos ensaios clínicos” e a agência “espera ter um número de vacinas eficazes que ajudem a prevenir as pessoas da doença.”

Medidas

Apesar desses avanços, Tedros afirma que “não existe nenhuma solução mágica de momento e que ela talvez jamais venha a existir.”  Para ele, por enquanto, os Estados-membros devem continuar usando as medidas básicas de saúde pública para controlar a pandemia.  

Até esta terça-feira, a Rússia, um dos países com o maior número de notificações, havia confirmado mais de 856 mil casos no país e 14 mil mortes. 

Tedros Ghebreyesus disse que a incapacidade do mundo em fornecer vacinas aos países pobres é “um fracasso global”
Tedros falou sobre a redução de campanhas de imunização, testes para diagnóstico de câncer e serviços de saúde mental, OMS/Christopher Black

Ao falar da situação na China, onde o vírus surgiu no ano passado, na cidade de Wuhan, Christian Lindmeier lembrou que uma missão de duas pessoas esteve no país para se encontrar com especialistas chineses. 

Segundo ele, o objetivo era “estabelecer as bases para unir esforços, identificar a origem do vírus e preparar missões futuras.” 

Missão

Na segunda-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que a missão serviu para produzir um esboço do programa de trabalho de uma equipe internacional de pesquisa, que será liderada pela OMS, no futuro. 

O grupo será composto por cientistas e pesquisadores da China e do resto do mundo.  

Em breve, estudos epidemiológicos irão começar em Wuhan para identificar a possível causa da doença nos primeiros casos. 

Tedros disse ainda que “as provas e hipóteses que resultarão deste trabalho servirão de base para estudos de longo prazo.” 

Até esta terça-feira, a OMS havia confirmado mais de 18,1 milhões de casos de Covid-19, que já matou cerca de 690 mil pessoas em todo o mundo. 

 

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